Embora “Israel” venha submetendo os palestinos a mais de sete décadas de ditadura fascista, cometendo uma quantidade incalculável de atrocidades, o nível do genocídio que os sionistas estão perpetrando atualmente contra Gaza atingiu um patamar tão absurdo, que mesmo órgãos da imprensa imperialista são obrigados a expor.
Assim, o The Guardian, jornal do imperialismo britânico, publicou nessa terça-feira (30) matéria extensa detalhando a destruição que “Israel” vem causando a Gaza, na medida em que comete seu genocídio contra os palestinos. Os dados levantados tornam tão flagrante a ditadura fascista de “Israel” que mesmo o jornal libanês Al Mayadeen, que politicamente apoia a resistência palestina, reproduziu o conteúdo da matéria em seu portal na Internet.
O jornal britânico não consegue esconder, e diz expressamente que “Israel” comete “destruição em massa de edifícios e terras em três bairros em Gaza”. Nisto, cita que “mais de 250 prédios residenciais, 17 escolas e universidades, 16 mesquitas, três hospitais, três cemitérios, e 150 estufas agrícolas” foram destruídos. Tais dados foram obtidos utilizando-se de “imagens de satélite de código aberto” (isto é, uma ampla gama de informações disponíveis para o público em geral).
Ao expor essa destruição, o The Guardian denuncia que ela resultou no deslocamento forçado de 1,9 milhões de palestinos. Afinal, a alternativa deles era: fugir, abandonando suas casas; ou ser assassinados pelos bombardeios de “Israel”. Além disto, denunciou também que a destruição não só resultou na expulsão, mas também impede o retorno dos palestinos às suas moradias. Afinal, sequer existem, pois os sionistas fizeram dela terra arrasada.
Especialistas consultados pelo jornal britânicos chamaram essa política de “domicídio”, que seria “a destruição generalizada e deliberada de uma casa para torná-la inabitável, impedindo o regresso das pessoas deslocadas”. É mais um termo desnecessário para fazer a realidade parecer menos grave do que realmente é. Um termo mais adequado seria limpeza étnica. Genocídio seria ainda mais adequado.
Para exemplificar a destruição causada pelos sionistas, a matéria expôs através de um mapa que em 17 de janeiro de 2024, já haviam sido destruídos entre 50% e 62% de todos os edifícios de Gaza. A análise dos dados foi realizada pelas Universidades de Nova Iorque e do Estado de Oregon, ambas norte-americanas. Deve ser destacado que os dados levantados levam em consideração apenas as cidades de Beit Hanoun, al Zahra e Kahn Younis. Veja abaixo o mapa:

No que se refere a Beit Hanoun, dentre o que foi destruído, há o principal complexo hospitalar, que leva o nome da cidade. Além disto, foi destacada na matéria a destruição de 150 edifícios e 39% das terras agrícolas do norte de Gaza:

Frisou-se ainda a destruição de uma escola da UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente):


Ressalta-se que é justamente essa agência que está sendo sabotada pelos principais países imperialistas, que lhe cortaram o financiamento, após “Israel’” ter acusado cerca de 12 funcionários da agência de terem participado da Operação Dilúvio de al-Aqsa e milhares deles de terem conexões com o Hamas e a Jiade Islâmica. Releia a matéria que este Diário publicou sobre o assunto:
No que diz respeito ao ataque a Al-Zahra, dentre a destruição causada pelos sionistas, estão três universidades, incluindo a Universidade Israa. Além disto, blocos de apartamentos, moradia de cerca de três mil palestinos, foram destruídos pelos bombardeios sionistas:

Destaque especial deve ser dado ao campo de refugiado de Khan Younis, que desde que a trégua foi violada pelos israelenses em 1º de dezembro de 2023, vem sendo alvo especial da ofensiva sionista, que segue sendo intensificada.
Segundo a matéria do The Guardian, os dados levantados mostraram inúmeras mesquitas destruídas, além de várias estufas e prédios residenciais. Igualmente, não foram poupados da destruição sionista as farmácias, supermercados, escolas e creches:

A matéria finaliza especificando que entre 7 de outubro de 2023 e 17 de janeiro de 2024, um número estimado de 142.900 e 176.900 edifícios foram destruídos em Gaza, dos quais, conforme mencionado, estão inclusos não apenas prédios residenciais, mas também escolas, locais de culto, hospitais, estufas agrícolas.
Qualquer semelhança entre esta e a destruição causa pelos sionistas às aldeias palestinas nos anos de 1947 e 1948, quando da Nakba, não é mera coincidência. É parte intrínseca ao sionismo, é a política que guia o Estado de “Israel”, qual seja, concluir a limpeza étnica da Palestina, isto é, a expulsão de todos os palestinos de suas terras, para que aquela região seja tão somente para os judeus sionistas e um Estado racial supremacista.





