Na sexta-feira (22), as últimas tropas francesas que ocupavam o Níger foram expulsas do país. Em 26 de julho de 2023, os militares nacionalistas liderados pelo general Tiani tomaram o poder e instauraram uma série de políticas em defesa da soberania nacional, a principal delas sendo a expulsão dos franceses. Após quase seis meses, todos os franceses deixaram o país. Em resposta, o governo Macron anunciou o fechamento da embaixada no Níger.
Uma cerimônia foi realizada em Niamei, capital do país africano, onde o tenente do exército Salim Ibrahim declarou: “A data de hoje marca o fim do processo de desengajamento das forças francesas no Sael”. Foi a terceira vez em menos de 18 meses que tropas francesas foram obrigadas a deixar um país no Sael, tendo sidos também expulsas do Mali e de Burquina Fasso.
A retirada é uma operação complexa, os comboios terrestres precisam percorrer até 1.700 quilômetros em rotas perigosas no deserto até o centro de operações do Sael, da França, no vizinho Chade. O primeiro comboio terrestre francês de tropas em retirada do Níger chegou à capital do Chade, Jamena, em outubro, após 10 dias na estrada. A partir do Chade, as tropas francesas podem partir pelo ar com seu equipamento mais sensível, embora a maioria do restante precise ser transportada por via terrestre e marítima. A rota marítima passa também pela viagem até Camarões, visto que o Chade não tem acesso ao mar.





