Guerra 'Israel'-Palestina

Hamas afirma ter destruído 180 veículos militares em 10 dias

Porta-voz das Brigadas al-Qassam declarou que sionistas já falharam em seu objetivo de destruir a resistência árabe

Nessa quarta-feira, 20 de dezembro, Abu Obaida, porta-voz das Brigadas al-Qassam, o braço armado do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas, na sigla em árabe), fez um discurso com importantes atualizações sobre o conflito entre a resistência palestina e o Estado de “Israel”. Considerado a “face mascarada” do Hamas, Obaida é reconhecido como uma das figuras mais populares de toda a Palestina.

“O inimigo nazista-sionista continua sua agressão bárbara contra nosso povo e se vinga de civis”, começou Obaida em seu discurso, comparando os crimes contra a humanidade cometidos por “Israel” aos da Alemanha Nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

Em seguida, o porta-voz das Brigadas al-Qassam explicou que, nos últimos dias, “nossos combatentes destruíram com sucesso mais de 180 veículos militares em 10 dias, incluindo APCs, tanques e escavadeiras”. Segundo Obaida, os combatentes islâmicos ainda realizaram “um número significativo de operações contra as forças de artilharia fora dos assentamentos, envolvendo forças dentro de edifícios e emboscadas contra forças de infantaria”, bem como “dezenas de operações de franco-atirador”.

As ações dos militantes do Hamas, que teriam ainda detonado um campo minado, tiveram como resultado “um grande número de fatalidades e feridos confirmados do exército inimigo”, enquanto “nossos combatentes retornaram em segurança às suas bases após cada operação”.

No dia seguinte, 21 de dezembro, em mais um discurso, Abu Obaida reforçou que os combatentes islâmicos estavam “infligindo pesadas perdas ao inimigo”. Segundo ele, “o exército das Forças de Defesa de ‘Israel’ está ocupado exibindo uma imagem de vitória e conquista, mas está falhando […] O objetivo do inimigo de eliminar a resistência está fadado ao fracasso”.

As declarações de Abu Obaida apenas confirmam o que vários indícios já apontavam: a ação militar terrestre de “Israel” na Faixa de Gaza é um fracasso absoluto. Apesar das sucessivas promessas de “exterminar o Hamas” feitas pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, o fato é que as tropas sionistas não conseguiram, em dois meses, avançar sobre o território controlado pelo Hamas.

O próprio Estado de “Israel” já havia confirmado que o número de baixas militares era grande. Após ser questionado pelo jornal sionista Haaretz, o governo Netanyahu admitiu que mais de 1,3 mil soldados estavam gravemente feridos. Se um governo notoriamente mentiroso como o de Netanyahu reconheceu tamanho número de baixas, é possível que a cifra real já tenha ultrapassado os cinco mil. Outros importantes indícios do fracasso de “Israel” são o fato de que um coveiro que trabalha em um cemitério onde são enterrados soldados israelenses declarou que morriam combatentes a todo instante e que vários soldados não queriam retornar ao front após a trégua de uma semana estabelecida no final de novembro.

Uma declaração ainda mais impactante sobre o conflito havia sido dada pelo próprio Hamas, em uma espécie de balanço desses quase 80 dias de enfrentamento contra o Estado de “Israel”. No texto, publicado no dia 19 de dezembro, além de acusar abertamente o imperialismo norte-americano e britânico pelo massacre na Faixa de Gaza, o Hamas já havia declarado que “o trio de perdedores da guerra (Netanyahu-Gantz-Gallant) não conseguiu e não conseguirá alcançar nenhum de seus objetivos agressivos”.

Esse conjunto de declarações recentes do Hamas demonstra que a Operação Dilúvio al-Aqsa, deflagrada no dia 7 de outubro, foi um verdadeiro sucesso, um dos planos militares mais bem planejados e acertados da história. Afinal, o todo-poderoso exército de “Israel” saiu desmoralizado de início, uma vez que foi pego de surpresa, e, agora, vai ficando ainda mais desmoralizado na medida em que não está conseguindo avançar. As declarações do Hamas – que são concretas, apresentam dados e não se contradizem com os fatos – mostram uma situação desesperadora para “Israel”, que vê seu apoio na chamada comunidade internacional cair a cada dia, enquanto o seu inimigo se vê cada vez mais confiante no conflito.

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