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O imperialismo está nu

As relações promíscuas entre o Reino Unido e a ditadura Bongo

Declassified UK publicou um artigo que escancara a relação dos Bongos, que governaram o Gabão desde 1967, com a família real britânica

Neste sábado (8), um site de jornalismo investigativo denominado Declassified UK publicou um artigo que escancara a relação dos Bongos, que governaram o Gabão desde 1967, com a família real britânica. No total, aconteceram 14 encontros que se deram a partir do início da 1970. O documento destaca que o governo da “ex-colônia” francesa buscava uma parceria consistente com figuras influentes do Reino Unido, e tinha um profissional experiente de uma controversa empresa londrina de relações-públicas entre os conselheiros de Ali Bongo até o recente golpe militar no país. 

Nos governos de Omar Bongo, a primeira audiência com a família real britânica aconteceu na década de 1970, no Palácio de Buckingham, quando o então presidente gabonense presenteou a Rainha Elizabeth com um capacete que simbolizava “boa vontade”. A segunda vez que se encontraram foi em 1980, após a “incrível” vitória de Omar nas eleições presidenciais com 100% dos votos.  

Em 1983, o presidente do Gabão se reuniu com major do exército britânico no Hilton Hotel de Londres. Omar teria tentado sem sucesso alistar 500 Gurkhas (mercenários nepaleses que faziam parte das forças britânicas) para uma guarda tipo pretoriana (comum de imperadores) e estabelecer sua própria monarquia com seu Ali como herdeiro. Em 1999, o Príncipe Philip, marido da rainha, almoçou no Palácio Libreville durante sua visita ao Gabão. O encontro aconteceu depois de outra eleição controversa onde o Bongo foi acusado de enviar um esquadrão assassinar o principal candidato da oposição. 

Depois da morte de Omar em 2009, Ali Bongo o sucedeu na presidência do Gabão em eleições marcadas de protestos, violência contra manifestantes e denúncias de fraude. A partir de 2011, quando Ali visitou o Príncipe Charles no Palácio Clarence House, os encontros entre as famílias Bongo e Windsor se repetiram quase que anualmente, inclusive com a presença de outros membros como os príncipes Andrew, William e Harry. Em 2016, mesmo diante de denúncias de ataques a apoiadores da oposição com munição letal, os encontros continuaram a acontecer. 

Em 2018, o Príncipe William optou por se encontrar com Ali no Palácio de Buckingham, onde estava também Lee White, professor britânico que chefiava a agência de parques nacionais no Gabão, o qual recebeu formação militar do Reino Unido. Em 2019, Bongo nomeou White para o ministério do Meio Ambiente, onde iniciaram um esquema de crédito destinado a fazer frente às “alterações” climáticas, os dois foram acusados de “lavagem verde” no que se denominou “autoritarismo Bongo”. 

Os fatos apresentados nos documentos demonstram como a corrupção praticada pelos governos Bongos, bem como, participação da família real britânica nos crimes contra a miserável população do Gabão. Evidentemente, isso se trata somente de uma pequena amostra da ditadura sustentada pelo imperialismo no Gabão. Diante desses fatos, não se pode ter qualquer dúvida sobre o caráter do golpe militar contra Ali Bongo, cuja deposição encontra respaldo na população do país.

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