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Macron

A França se prepara para uma guerra europeia?

O presidente francês afirmou que está aumentando o arsenal do país, investindo 30% a mais no orçamento da Defesa


Na última sexta-feira (20), o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou um aumento de 30% no orçamento do Ministério da Defesa para o período de 2024-2030. Isso significa aumentar o orçamento em €413 bilhões (R$ 2,3 trilhões) para turbinar as Forças Armadas francesas com armas mais modernas e nucleares. Macron defendeu o aumento no orçamento pois, de acordo com ele, o setor foi criado para garantir “nossa liberdade, nossa segurança, nossa prosperidade e nosso lugar no mundo”.

O presidente francês também afirmou que o acréscimo serve como um programa de “transformação”, preparando os soldados para conflitos de alta intensidade em frente a acontecimentos como a guerra da Ucrânia, a qual possui alta intervenção do imperialismo contra a Rússia.

A nação deve transformar suas Forças Armadas […] para estar pronta para guerras mais brutais e numerosas“, afirmou Macron. Segundo o presidente, Paris precisa estar pronta para uma “nova era” de ameaças, pedindo também uma modernização do arsenal nuclear francês, afirmando que a “estratégia militar do país deve fortalecer seu papel como potência global independente”.

A imensa crise imperialista é uma das principais responsáveis por esse cenário. A França não está aumentando seu arsenal e investindo milhões em defesa à toa, ainda mais se tratando de um país imperialista. Os aliados da OTAN forneceram bilhões em armas e equipamentos para ajudar a Ucrânia a ganhar a guerra contra a Rússia, mas mesmo assim, mesmo com toda a ajuda recebida pelo país, assim como todo rechaço recebido pela Rússia, esse desejo imperialista não ocorreu.

Muito pelo contrário. A Rússia avança sob a Ucrânia cada vez mais, com a guerra completando quase um ano. Isso demonstra o quanto o imperialismo está fraco e não consegue sustentar nem mesmo seus próprios conflitos. Isso, no entanto, não faz com que esses países recuem um centímetro.

Tal fenômeno ocorre porque o imperialismo depende da invasão e exploração de outros países para se manterem funcionando. Eles dependem dos recursos dos países pobres e explorados, assim como também precisam manter sua dominação sobre esses países para não ocorrer nenhum tipo de revolta contra sua dominação e, portanto, para que o seu poder não seja subjugado pela população trabalhadora do mundo  — basta ver as inúmeros guerras travadas pelos EUA nas últimas décadas.

Tudo isso significa que, principalmente em seu período decadente, o imperialismo precisa promover uma série de guerras e invasões em outros países para se manter de pé. Isso, por mais contraditório que possa ser, é o que tende a acontecer daqui para frente, e as atitudes da França demonstram esse fator.

O gasto com as Forças Armadas e a Defesa anunciados por Macron não são um mero reabastecimento militar de rotina. Fica claro que o país imperialista está se preparando fortemente para travar uma guerra. Essa, entretanto, não é necessariamente contra os países oprimidos.

Como afirmado anteriormente, para sobreviver, o imperialismo precisa entrar em guerra para conseguir recursos. Isso significa não só que pode invadir países pobres, mas também outros países imperialistas. A Primeira e a Segunda Guerra Mundial são fortes evidências desses fatores: a oposição de alguns países imperialistas entre si demonstravam o início de uma crise que continua até hoje.

Isso significa que, assim como uma guerra contra países como Rússia, China e outros, é provável, seja lá com qual desculpa, é possível que também se inicie uma guerra entre os próprios países imperialistas e, no caso da França, entre países europeus, seja por recursos, territórios ou dominação.

A situação gerada pela invasão russa na Ucrânia demonstrou que todos esses acontecimentos podem muito bem se tornar realidade. Os ânimos imperialistas se animaram e os países integrantes do bloco começaram a se armar cada vez mais, protegendo a si mesmos enquanto faziam demagogia com a questão ucraniana.

Desde as grandes guerras a crise iminente do imperialismo, última fase do sistema capitalista, fica evidente. Ou seja, com o aumento de grandes e pequenas guerras e invasões, foi possível observar que o sistema estava entrando em uma profunda decadência, apelando cada vez mais para esse recurso para se manter de pé.

Agora, a tendência a uma grande explosão fica cada vez mais evidente. Preservar a paz e outras baboseiras são só uma fachada para o desespero da burguesia com a situação atual do sistema, e eles não perdem tempo para se prepararem. Atualmente, como mundo cada vez mais polarizado, até mesmo países pobres possuem bombas atômicas e um exército organizado. O Afeganistão enfrentou o exército mais bem treinado e mais armado do mundo com apenas algumas pessoas e com um equipamento ultrapassado, demonstrando que, com garras e dentes, é possível virar o jogo.

A situação está prestes a ser invertida, sendo preciso ficar de olhos bem abertos. Os países imperialistas não fazem nada por acaso, ainda mais quando se trata de aumentar o aparato militar. A preparação para um conflito existe e é iminente, restando apenas saber quem serão os envolvidos.

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