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Banqueiros contra o povo

Vai ter briga: direita quer amarra Lula no orçamento

Com menos de um mês após as eleições o imperialismo deixa claro que se Lula fizer um governo de esquerda haverá guerra, a esquerda deve preparar suas armas


Se aproxima a posse de Lula, é uma alternação abrupta no governo, um retorno ao que existia antes do golpe de 2016, mas com tendências ainda mais radicias. Os banqueiros, que abocanham metade do orçamento nacional todos os anos, nem esperaram Lula assumir e já começam a pressionar o presidente eleito por meio da PEC de transição e da escolha do Ministro da Fazenda. É o prenúncio da guerra entre os trabalhadores e o imperialismo que existirá durante o governo Lula.

O governo Lula é uma expressão da luta dos trabalhadores contra a burguesia e o imperialismo, contra o bolsonarismo e o PSBD. A primeira vitória dos trabalhadores foi conquistar o próprio governo federal com a vitória eleitoral de Lula e agora novas lutas serão travadas. A principal delas no que tange os ministérios é o, possivelmente mais importante, Ministério da Fazenda. No governo Bolsonaro Paulo Guedes, o homem dos bancos, se manteve lá quase sem nenhuma crise, é o que a direita quer impor no governo Lula.

A pressão é tão forte que se transformou em uma luta interna dentro do PT. A ala mais direitista do partido, que abandonou Lula quando ele estava preso, que nem mesmo queria lançá-lo como candidato já cedeu a pressão dos bancos e quer indicar alguém da direita neoliberal. O ex governador da Bahia Jaques Wagner indicou a presidenta do PT que é preciso indicar um ministro da fazenda para que avance a PEC de transição. A qual Gleisi Hoffmann desconsiderou, e por isso foi atacada pela imprensa burguesa.

O PT por sua vez se mostrou disposto a ceder até certo ponto, o ex ministro Guido Mantega por exemplo foi tão atacado pela imprensa burguesa que até mesmo renunciou ao cargo na equipe de transição. O PT também indicou economistas neoliberais para participar da equipe e provavelmente do governo Lula, como Pérsio Arida por exemplo. Contudo Lula tem um limite para o quanto irá ceder a direita e ao que tudo indica a Fazendo ficará com algum petista, mesmo que um petista da ala direita como Fernando Haddad.

Foi o que indicou Lula quando foi convidado pela Febraban, federação dos banqueiros, para uma reunião e enviou Haddad para ver a sua reação. Os banqueiros por sua vez deixaram muito claro que Haddad é esquerdista demais para assumir o cargo, criticaram o petista e até a bolsa de valores teve uma queda após o seu discurso. Haddad apenas afirmou que o governo deveria investir em tecnologia e cultura, algo que vai de encontro a política dos banqueiros que é de cortar qualquer gasto possível para aumentar o pagamento da dívida.

Ao que tudo indica há um impasse, Lula não quer um neoliberal controlando a economia, os banqueiros não querem qualquer um que não seja um de seus vampiros entreguistas. A palavra final é do presidente eleito, que tende a indicar alguém de confiança e portanto os banqueiros tendem a iniciar uma verdadeira batalha logo no início do governo. Aquilo que foi feito contra a presidenta Dilma em 2015 tende a se repetir agora em 2023. Mas Lula não é Dilma e o Brasil atual não é o mesmo Brasil, a briga agora tende a se transformar em guerra.

Além do bloco dos banqueiros e da imprensa, isto é, o bloco imperialista começam também os atritos com o bolsonarismo. O presidente do PL, Valdemar Costa, convocou as bancadas do PL no senado e na Câmara para discutir um possível bloqueio da PEC de Transição, que dada as brigas citadas acima, ainda nem sequer tem texto. É mais um entrave no governo Lula que tem o seu prenúncio ainda neste período de transição. E o motivo não é nem mesmo um ataque ao PT mas uma retaliação a medida ditatorial de Alexandre de Moraes que multou o partido em mais de 20 milhões.

Nem um mês se passou desde a vitória de Lula e as cartas estão dadas para como será o seu governo. O imperialismo pressionando de um lado para que haja uma política neoliberal de destruição nacional e com a sua principal arma a imprensa burguesa para atacar e se infiltrar no governo Lula. Os bolsonaristas ainda como uma importante força política que pode se aliar ou não com o imperialismo a depender da situação. O STF e principalmente Alexandre de Moraes baixando uma ditadura que agora é contra Bolsonaro mas que rapidamente tende a se voltar contra Lula e o PT.

Mas o principal jogador da esquerda não entrou em campo, está parado desde o segundo turno das eleições mas também já anunciou que não irá se manter assim, as organizações de massa dos trabalhadores. A CUT, o MST a própria militância do PT e as demais organizações que são a base real do governo Lula são o que podem derrotar ambas as alas da direita e impor a política de Lula. O dirigente do MST, Stédile, já anunciou que é preciso fazer comitês populares, a CUT já falou que é preciso lançar uma campanha de luta.

Uma guerra se aproxima e a primeira batalha já está sendo travada, a do orçamento federal. Os banqueiros já indicaram a sua posição, querem destruir o Brasil e esmagar os trabalhadores. Ante a essa ameaça só há um caminho para a esquerda, tomar as ruas!

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