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EUA por trás

John Bolton admite que oposição iraniana recebe armas do exterior

Ex-membro dos governos de Reagan, Bush e Trump mostra o roteiro da tentativa de derrubada do regime iraniano


O ex-assessor de Segurança Nacional do governo dos Estados Unidos na administração Donald Trump, John Bolton, admitiu que a oposição ao governo iraniano, que realiza manifestações desde setembro pela queda do regime devido à morte de uma jovem, está recebendo armamento proveniente do exterior, indicando que os EUA estão por trás do fornecimento das armas.

“A oposição iraniana agora está sendo armada com armas dos postos da Basij e também as armas que estão sendo importadas a partir do Curdistão iraquiano”, disse Bolton a uma emissão da BBC em árabe. “Então eu acho que a expectativa de um esforço sistemático pela oposição (é que) não só os protestos mas também o uso da força contra o governo enviam uma mensagem que implica que ‘nós não estamos mais desarmados'”, completou.

A Basij é uma milícia paramilitar vinculada ao Estado iraniano e parte de seu armamento está sendo roubado pelos grupos opositores. O Curdistão iraquiano, por suas vez, está sob ocupação dos Estados Unidos ─ bem como o sírio ─ e os principais grupos armados curdos são apoiados pelo imperialismo.

John Bolton já havia admitido, há poucos meses, que os Estados Unidos são responsáveis por golpes de Estado pelo mundo, ao se considerar como “alguém que ajudou a planejar golpes” durante uma entrevista com a CNN em julho.

O escritor e acadêmico Tim Anderson, diretor do Centro de Estudos Contra-Hegemônicos, comentou que as palavras de Bolton representam uma confissão de “que os EUA estão usando o roteiro da ‘Revolução síria’ no Irã”.

De fato, o roteiro parece ser o mesmo. Dez anos atrás, os EUA fizeram exatamente a mesma operação para infiltrar armas para a oposição síria, a partir de Benghazi, na Líbia, antro dos mercenários financiados por Washington que derrubaram o regime de Muammar Kadafi após os bombardeios criminosos da OTAN.

O próprio embaixador norte-americano em Benghazi, J. Christopher Stevens, remetia os armamentos que haviam sido utilizados pelos mercenários que derrocaram Kadafi para militantes da al-Qaeda, Ansar al-Shariah e Jabhat al-Nusra, que penetravam na Síria para combater o governo do presidente Bashar al-Assad.

Graças à mobilização do povo sírio, que percebeu que tratava-se de uma tentativa de golpe e depois uma guerra imperialista e que, portanto, era preciso defender o governo nessas condições, bem como ao apoio decisivo da Rússia e, em menor medida, do Irã e do Hezbollah, o objetivo maior do imperialismo não foi alcançado.

No Irã, a população também está se mobilizando contra a tentativa de “mudança de regime”, sabendo que um golpe imperialista seria mil vezes mais negativo para os trabalhadores do que a manutenção do regime comandado pelos aiatolás.

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