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A Amazônia é nossa

Governo Lula não deve se submeter às chantagens ambientais

Editorial do jornal The Economist clama pela intervenção estrangeira nas terras brasileiras


O jornal britânico The Economist, um dos periódicos mais tradicionais do imperialismo, cuja origem data da primeira metade do século XIX, adora dar pitacos na política brasileira. Pelo porte do jornal, obviamente, não são meros pitacos, mas uma orientação para os servos dos grandes monopólios e uma chantagem para os setores com quem tem contradições.

O último editorial falando do Brasil foi publicado no dia 3 de novembro, trazendo o seguinte título: “Lula comandará um Brasil ainda mais dividido. De maneira geral, é uma repetição o “balde de água fria” que a imprensa golpista brasileira vem jogando, destacando as dificuldades fiscais, políticas e econômicas que Lula terá para governar. É fato que o terceiro governo Lula enfrentará uma crise política muito superior a qualquer crise que tenha se dado no passado, mas o objetivo da imprensa não é alarmar a classe operária para, diante, das dificuldades, agir, e sim para “aconselhar”  Lula a não seguir a sua política. Isto é, a trair seus eleitores e seguir a política dos banqueiros, pois assim enfrentaria menor resistência de seus adversários.

Com o mesmo espírito “mui amigo”, o editorial introduz duas frases que, embora curtas, expressam muito bem os planos do imperialismo para a política ambiental do governo Lula:

“Lula também prometeu que conterá o desmatamento na floresta amazônica, que disparou sob o governo Bolsonaro. Para fazer isso, ele poderia muito bem recorrer a aliados no exterior para obter ajuda” [grifo nosso].

Esse é a típica colocação canalha e ardilosa da imprensa capitalista em relação ao governo Lula: a de tentar impor o seu programa àquilo que Lula não disse. A imprensa capitalista, afinal, é uma máquina colossal, e tem como uma de suas principais funções a fabricação de factoides, fofocas, mentiras, “estatísticas”, “pesquisas” e “opiniões de especialistas” que, embora divirjam totalmente da realidade, convergem perfeitamente para seus interesses.

Lula, publicamente, jamais falou em recorrer à ajuda estrangeira para conter o desmatamento da Amazônia. O fato é que sua posição sobre isso não é conhecida — muito embora o fato de que ele não tenha se posicionado, mesmo havendo uma pressão muito grande nesse sentido, que arrastou setores que se dizem de esquerda, como a deputada eleita Sonia Guajajara (PSOL) , seja um indicativo que o “auxílio” estrangeiro não é a sua política.

É evidente que se trata de uma pressão. O imperialismo está tentando enfiar nos planos e projetos do governo de Lula aquilo que não há, mas que os grandes capitalistas querem que esteja. Aquilo que não corresponde em nada aos interesses da massa trabalhadora que elegeu Lula, mas sim aos interesses de um punhado de gente que nem mora no Brasil. E que interesse seria esse?

Ora, o de usar o desmatamento na Amazônia como pretexto ridículo e hipócrita para a intervenção do imperialismo na região. Isto é, para levar adiante a política que já vem sendo ventilada há muito tempo, de que a Amazônia seria um “patrimônio mundial” e que, por isso, deveria estar sob governança mundial. Em outras palavras, para que ela deixe de estar submetida ao Estado brasileiro. E quem assumiria? As ONGs, todas elas controladas diretamente pelo Departamento de Estado norte-americano, os exércitos norte-americano, francês e inglês, os “ambientalistas” queridinhos da ONU e os “pesquisadores” de sotaque. Ou seja, na teoria, aqueles que “amam a Amazônia”; na prática, fantoches dos donos do mundo: os governos da França, dos Estados Unidos, da Inglaterra e da Alemanha, que, por sua vez, são instrumentos dos grandes banqueiros e vampiros do mercado financeiro mundial.

A chantagem é clara: o país está dividido — e, portanto, Lula terá dificuldades em governar. Se não obedecer a política que o The Economist esboça para a Amazônia — o convite para os países imperialistas explorar a região —, ele não terá o prestígio das autoridades internacionais e, portanto, não conseguirá governar.

A demagogia com o meio ambiente já se tornou uma política antiga por parte do imperialismo. São incontáveis os casos em que o “amor” ao meio ambiente — nunca visto nos Estados Unidos, o coração do imperialismo — foi lançado para inibir o desenvolvimento dos países atrasados, bem como pretexto para atacar governos que tentassem escapara da dominação global. Para ficar em um único exemplo, podemos citar a histeria ambientalista contra o canal da Nicarágua, que representaria uma grande mudança nas relações entre a China e a América Latina.

Países como Noruega, Alemanha e França, todos marcados pelo tratamento desumano aos imigrantes, demonstrando pouco apreço pela vida humana, já demonstraram que estão dispostos a “cooperar” com o Brasil no meio ambiente. Pura demagogia, uma tentativa de se passar por “bom moço” para já ir infiltrando seus agentes no governo. Não é à toa que a imprensa capitalista já dá como certo que a Rede Sustentabilidade, um partido-ONG totalmente nas mãos desses países, terá um cargo no primeiro escalão do governo

Lula não deve cair nesse jogo. A Amazônia é intocável por parte das potências externas, abrir suas portas seria o mesmo que abrir mão de metade do território nacional. E nem é necessário ceder às chantagens: não foi o The Economist que elegeu Lula, mas o povo brasileiro, que quer emprego, saúde, infraestrutura, desenvolvimento — enfim, coisas que nada têm a ver com a doação benevolente de parte do território para os predadores do mundo.

Se há problemas reais com a “preservação” das florestas brasileiras, Lula já tem aliados muito mais competentes e verdadeiramente interessados na questão: isto é, os movimentos populares que atuam no campo. A saber: o MST, o MAB, a FNL, a LCP e todas as organizações que estão instaladas no campo com o objetivo de travar uma luta entre os trabalhadores agrários e o atraso que representa o latifúndio. São neles que Lula deve se apoiar.


COTV

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