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Governo Lula

Fortalecer a união latino-americana contra o imperialismo

Lula tem condições, mesmo com seu programa limitado, de acompanhar e colaborar com a tendência ao enfrentamento dos países oprimidos contra o imperialismo


No dia 31 de outubro foi revelado ao mundo o resultado da eleição presidencial, e, logo em seguida, o eleito presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, começou a receber inúmeras mensagens de congratulações de líderes de diversas nações, tanto imperialistas (os presidentes da França, Alemanha e EUA chegaram mesmo a telefonar para felicitar Lula), como de países tradicionalmente oprimidos pelo imperialismo. De qualquer forma, os líderes desses países reconhecem Lula como um aliado, um parceiro para o bom relacionamento. Minutos após ser eleito, Lula discursou:

“Queremos um comércio internacional mais justo, retomar nossas parcerias com os Estados Unidos e a União Europeia em novas bases. Não nos interessa acordos comerciais que condenem o nosso país a eterno exportador de commodities e matéria-prima. Vamos reindustrializar o Brasil, investir na economia verde e digital, apoiar a criatividade dos nossos empresários e empreendedores. Queremos exportar também a inteligência e o conhecimento.”

Lula, sendo o maior representante dos trabalhadores no Brasil, e uma das maiores lideranças de todo o mundo, deve ser, também, a principal força anti-imperialista entre as lideranças dos países oprimidos. Como dito anteriormente, o presidente tem recebido congratulações de diversos líderes importantes dos países oprimidos, como do Hamas (Movimento de Resistência do povo palestino islâmico), de Nicolás Maduro (Venezuela), de Vladimir Putin (Rússia), de Diáz-Canel (Cuba), etc. Os trabalhadores que elegeram Lula devem aproveitar essas alianças e intensificar ainda mais a polarização no mundo, criando um grande bloco contra a dominação imperialista, contra a opressão que os países capitalistas ricos impõem à imensa maioria dos povos em todos os quatro cantos do planeta.

O presidente Maduro, da Venezuela, anunciou em sua conta da rede social Twitter que teve conversa positiva com Lula, sobre a retomada da Agenda de Cooperação Binacional Brasil-Venezuela, e uma fonte ligada ao governo Lula revelou que pretende reabrir a embaixada brasileira em Caracas, fechada pelo governo de extrema direita que acaba de ser derrotado pelo voto popular. O governo Lula não reconhecerá a legitimidade do golpista Juan Guaidó, fantoche da CIA que tentou de forma frustrada um golpe de estado, derrotado pelo povo venezuelano. Guaidó foi recebido em Brasília com status de chefe de governo por Jair Bolsonaro, uma afronta a todos os protocolos que regem a diplomacia mundial.

Da Venezuela vem o exemplo dos movimentos sociais que dão sustentação ao governo popular chavista, protagonistas das lutas que impediram dois golpes de Estado contra o governo bolivariano. Neste sentido, Lula não pode e não deve se apoiar nos “aliados” golpistas infiltrados em sua campanha e provavelmente em seu futuro governo, mas na força das mobilizações, do povo, como faz o heróico povo venezuelano em defesa das conquistas das duas últimas décadas.

Por sua vez, o site do Hamas (Movimento de Resistência do povo palestino islâmico) publicou a congratulação da vitória de Lula, acrescentando que considera a sua vitória sendo de todos os povos oprimidos ao redor do mundo, particularmente do povo palestino, pois Lula é conhecido por seu forte e contínuo apoio aos palestinos em todos os fóruns internacionais. Segundo a fonte, o líder Basim Naim disse que “espera que o presidente Lula mitigue todos os efeitos do apoio ilimitado ao estado ocupado de Israel”. Isso mostra claramente o respeito e a confiança que nutre pelo presidente Lula. O povo palestino sofre há anos nas garras do imperialismo, sendo expulsos de suas terras onde sempre viveram há milhares de anos. A imprensa golpista classifica o Hamas de grupo terrorista. Terrorismo é a atitude da imprensa golpista irresponsável que não passa de fantoche do imperialismo, que faz o jornalismo totalmente encomendado pela burguesia. O Hamas é o grupo de libertação da Palestina da opressão do enclave imperialista no Oriente Médio, o sionismo criminoso e genocida. A imprensa não mostra a verdadeira faceta da história, assim como outros assuntos que a eles não interessam.

Mais especificamente no que diz respeito ao nosso continente, a América Latina, o novo governo Lula deve buscar fortalecer a união latino-americana contra o imperialismo, apoiando – sem vacilação e sem meias palavras – a luta dos países irmãos que se enfrentam com o inimigo maior (o imperialismo), como é o caso de Cuba, da Venezuela e Nicarágua, vítimas da política genocida dos EUA, que impõe sanções e embargos econômicos criminosos contra a população indefesa desses países.

Lula deve estreitar os laços de solidariedade com todos os povos irmãos das Américas que se mobilizam para pôr fim à opressão e ao jugo do grande capital. O novo governo deve trazer de volta o programa “Mais Médicos”, de Cuba, experiência de medicina popular bem sucedida nos governos anteriores de Lula e Dilma, assim como fortalecer os mecanismos multilaterais independentes do controle dos EUA, como a Celac, o Mercosul, a Alba e iniciar uma campanha contra a OEA , enquanto órgão de controle dos EUA sobre os países da região.


COTV

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