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Fora imperialismo

Abaixo a nova intervenção militar dos EUA no Haiti!

É preciso denunciar mais esse crime contra o povo do Haiti


17 de outubro. Neste dia, em 1806, foi assassinado Jean Jacques Dessalines, líder da revolução haitiana. Na mesma data agora em 2022, o grupo Pitit Desalin, cujo nome é dado em homenagem ao revolucionário, convocou enormes manifestações populares contra o governo haitiano por conta de seu aparelhamento ao imperialismo.

Um dia antes de tomarem as ruas, o Primeiro Ministro Ariel Henry solicitou diretamente às potências imperialistas que intervissem em seu país, utilizando o pressuposto de combater a crise humanitária que o Haiti enfrenta como justificativa. Como parte da resposta, os Estados Unidos e o Canadá enviaram veículos blindados para a ilha caribenha.

Outubro tem sido um mês repleto de protestos contra o governo capacho dos norte-americanos, pois a carestia voltou a assolar o país juntamente ao aumento dos preços e da violência em seu território. No dia 4, enormes manifestações foram convocadas pela população para exigir a renúncia do premiê, sendo duramente reprimidas pelas forças de segurança nacionais a mando de Henry. É contra as demandas dessas mobilizações populares que os Estados Unidos e o Canadá foram chamados para intervir, no dia 8 deste mesmo mês, quando o governo haitiano aprovou uma resolução que permitiu a solicitação oficial de intervenção militar das potências internacionais.

Obviamente, o motivo oficial da intervenção não vem como combate à população que está nas ruas exigindo o que é seu por direito. Como já é de praxe do imperialismo, o motivo dado pelo governo aparelhado do Haiti foi o combate às gangues e às quadrilhas, enquanto Antony Blinken, terrorista Secretário de Estado dos Estados Unidos, afirmou que a ajuda ao país vizinho se dá para garantir a segurança e proteção de todos os cidadãos haitianos, afirmando que são assolados por uma terrível onda de violência causada pela situação que o país vive. Blinken não contou, em sua resposta, que a situação miserável do Haiti é provocada pelo imperialismo que controla a ilha do Caribe como se fosse seu quintal. No entanto, o Secretário do Terror ainda garantiu que serão enviados novos blindados para somar à polícia local até o dia 21 de outubro, não bastando o suporte dado no último domingo (16).

A acusação de Pitit Desalin sobre Ariel Henry é clara: “é incapaz de resolver os problemas de inflação, insegurança e organização das eleições”.

O país é controlado há muito tempo pelo imperialismo, de forma direta, que enxerga o Haiti e toda a América Central como seu curral. Enquanto o problema da falta de segurança para a população e dos preços são problemas reais, os haitianos reconhecem que não é se segurando aos tentáculos imperialistas que os sufocam que conseguirão obter uma vida mais digna. As potências internacionais de cada época já os maltratam e não é de hoje, seja pelas mãos dos Estados Unidos ou pelas mãos de uma França gloriosa. O clamor militar por parte do premiê não foi bem visto pelos cidadãos do Haiti, que não compraram a falsa premissa lhes ofertada de que a intenção dos estadunidenses é a sua proteção.

Os protestos já haviam retornado às ruas por conta da carestia e a exigência é a renúncia de Ariel Henry por conta de seu aparelhamento ao imperialismo que impede que o Haiti se desenvolva e reprime diretamente a própria população, como por exemplo nos protestos de agosto deste ano, onde onze ficaram feridos e uma pessoa foi levada à morte nas cidades vizinhas da capital Porto Príncipe.

Apesar de ter passado por um processo revolucionário burguês e expulsado os franceses que dominavam o Haiti, o país se tornou, na prática, uma colônia dos Estados Unidos, que jamais permitiria que algum vizinho se desenvolvesse e pudesse deixar de ser um objeto a ser explorado. Nos séculos XVIII e XIX a população haitiana, composta majoritariamente por escravos, já não mais suportava o domínio internacional abusivo de seu país, possuindo um violento processo revolucionário contra os senhores franceses que lá estavam e combatendo, inclusive, as tropas napoleônicas enviadas pelo então Imperador da França para conter as rebeliões presentes no Haiti (na época, chamado de São Domingos). Se não foi em 1800, na época de Jean Jacques Dessalines e Toussaint Louverture, maiores nomes da Revolução Haitiana, que o povo se curvou ao império de terror que os assolava, não será para os grilhões imperialistas de um capitalismo decadente que se curvarão, duzentos anos após terem se libertado dos franceses.

A população, entretanto, sabe reconhecer a realidade por trás do governo fantoche dos imperialistas: as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores haitianos são orquestradas nos escritórios de maldades de Washington, pois a crise na qual o país se encontra se dá pelo povo haitiano querer se ver livre das amarras imperialistas e querer escrever sua própria história, seu próprio rumo, entrando em choque com os interesses que a burguesia tem de exploração e subserviência dos países subdesenvolvidos para as potências capitalistas.

Haitianos na rua denunciam os EUA de apoiarem PHTK (Moise, ex-presidente fantoche dos imperialistas), o bloqueio das escolas haitianas, o apoio à pobreza, às gangues e, por fim, afirmando serem contra o povo haitiano.

COTV

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