O que seria da burguesia sem seus porta-vozes? Ataques a governos de esquerda, manipulações para impor a cartilha neoliberal da direita, mentiras e mais mentiras… É esse o método de propaganda da direita: utilizar a imprensa burguesa para manipular a opinião pública e dissimular a realidade através da perfídia e do proselitismo pró-imperialista. Dito isto, ao noticiar a ajuda do governo venezuelano ao ilegítimo governo golpista de Jair Bolsonaro e sua camarilha, a Folha de S. Paulo – um dos jornais mais reacionários do país, deu mais uma mostra de seu caráter reacionário e inescrupuloso.
Ao partirem da Venezuela, neste sábado, 16, caminhões com cilindros de oxigênio com destino à Manaus, despertou-se a ira dos jornais da burguesia. A Folha, por sua vez, não perdera tempo em atacar o regime bolivariano e lançou matéria com o título “Envio de oxigênio por Maduro causa espanto entre venezuelanos que vivem em Manaus”. Para o pérfido jornal burguês, o fato da cidade viver uma crise sem precedentes em seu sistema de saúde, com falta de oxigênio hospitalar – insumo fundamental na manutenção de pacientes internados com Covid-19 em leitos de UTI, não tem importância. Para se ter uma ideia, a cidade registrou, nesta sexta-feira, 15, o maior número de sepultamentos em um único dia desde o início da pandemia, com 213 cadáveres.
Como toda mentira, esconder as fontes é sempre uma boa maneira de evitar averiguações. Assim, portanto, transcorreu a matéria. Os supostos entrevistados, sem identificação, repetiram os mesmos argumentos de sempre. “Estou em choque porque meu país está quebrado e, por isso, eu estou aqui nestas condições”, disse Suarez, apoiada por seu marido: “Não acredito nisso”, disse. Em todo caso, deixemos que o chanceler venezuelano responda se há envio de cilindros de oxigênio e o envio de mais de 100 médicos ao Amazonas para auxiliar nos esforços.
Ayer le di la buena noticia al Gobernador del estado Amazonas de Brasil 🇧🇷, que hoy sábado salen los primeros camiones cilindros con miles de litros de oxígeno, desde la planta de SIDOR, Puerto Ordaz, hacia Manaus. Le di también otra buena noticia… (sigue)
— Jorge Arreaza M (@jaarreaza) January 16, 2021
Ayer se presentaron en nuestro Consulado en Boa Vista, Roraima,Brasil, 107 medic@s brasileñ@s y venezolan@s, graduados en la Escuela Latinoamericana de Medicina en Caracas, que en esta emergencia ofrecen sus servicios al Estado Amazonas. Se agruparon en la brigada "SIMÓN BOLÍVAR" pic.twitter.com/DNOIcqhShe
— Jorge Arreaza M (@jaarreaza) January 16, 2021
Pode-se depreender, portanto, que tudo se trata de uma manipulação do jornalão burguês para servir aos interesses do imperialismo. Para ratificar sua pretensão golpista, a Folha decidiu dar voz a principal voz do movimento que está ao lado do fantoche do imperialismo, Juan Guaidó, mais conhecido como Juan Guaidog [grifo nosso], o cachorrinho amestrado dos EUA. Julio Borges, alinhado à Guaidó, ao se referir à Maduro, presidente da Venezuela, disse que o mandatário venezuelano “quer se mostrar como o líder dos pobres, dos necessitados, dos infectados com coronavírus, quando na verdade é um ditador, violador de direitos humanos, corrupto, e que conseguiu destroçar a Venezuela, um dos países mais prósperos da América, o transformou no país mais pobre da América pela corrupção e pelo crime organizado”. Curiosamente, segundo a universidade americana Johns Hopkins, que monitora o avanço da doença pelo mundo, 1.095 pessoas morreram na Venezuela vítimas da Covid-19, e houve 118.856 casos confirmados. Para um país que sofre embargos econômicos desumanos, esses números representam tamanho esforço para evitar o que ocorre em países ditos “democráticos” como o Brasil e os EUA – campeões em número de mortos pela Covid-19.
Essa, no entanto, não é a primeira e nem será a última mentira propagada pela mídia golpista. Em matéria publicada nesta segunda-feira, 18, o jornal Folha de Pernambuco, afirmou que Maduro teria avançado sobre veículos de comunicação e ONGs de direitos humanos. Os “ataques”, segundo a mídia pró imperialista, ocorreram logo após a posse da nova Assembleia Nacional, de maioria chavista, consagrada em 6 de dezembro. De acordo com a jornalista Luz Mely Reyes, uma das fundadoras e diretoras do Efecto Cocuyo, “o jornalismo independente [grifo nosso] é a última fronteira para que o governo tenha controle total dos meios de comunicação na Venezuela”. Ora, de que independência se trata? Independência dos interesses nacionais da acossada Venezuela e dependente do financiamento e dos interesses imperialistas – sejamos claros!
É preciso deixa claro que jornais golpistas como a Folha são mentirosos contumazes, manipulam constantemente a realidade para servir como plano de apoio da burguesia golpista. Nesse sentido, as mentiras e manipulações acerca da situação na Venezuela, distorcendo a ajuda humanitária que a Venezuela está dando ao Brasil enviando oxigênio e médicos para o Amazonas, é rotina de todo jornal burguês e pró-imperialista. A Folha, em sua sanha de atacar Maduro, tenta forjar aspectos negativos nessa ajuda. Em outros tantos artigos, ela inventa histórias para atacar ainda mais o governo venezuelano e favorecer uma intervenção imperialista e o isolamento do país bolivariano. Agindo como um jornal da burguesia, nenhuma novidade da Folha de S. Paulo. Apoiadora do golpe contra Dilma Rousseff em 2016, responsável pela eleição de Bolsonaro, ela é uma das responsáveis pela tragédia nacional.





