Os trabalhadores rodoviários da empresa Falcão Real, que presta serviço de transporte intermunicipal a partir de Juazeiro e Jacobina à Salvador (BA) realizam manifestações contra a falta de pagamento dos seus vencimentos desde o começo a pandemia, ou seja, desde março do ano passado.
Com o bloqueio da entrada e saída da rodoviária de Salvador, nessa quarta-feira (27), os trabalhadores, que sofrem na pele consequência da política criminosa dos patrões e de seus governos, de passar por cima dos direitos da classe trabalhadora, se mobilizam para que os seus direitos sejam garantidos.
As empresas que lucram milhões ano após ano às custas da exploração dos trabalhadores e da população, quando vêm os seus lucros ameaçados, a primeira determinação é sacrificar os trabalhadores e, é claro, contam com a total complacência do governo do Estado, que é co-responsável na contratação dessas empresas e deixam ao deus dará os trabalhadores.
Na verdade a “briga” entre o governo e as empresas é só para inglês vê.
Segundo a imprensa capitalista a agência reguladora do Estado da Bahia, concedeu em dezembro de 2020 linhas rodoviárias que eram operadas pela Falcão Real e São Luiz às empresas Rota e Transoares, a Falcão Real alega que foi afetada, por conta da medida do governo de suspensão das linha em maço de 2020, por conta da pandemia do coronavírus.
Nesse caso dos trabalhadores rodoviários o que vemos, mais uma vez, são os trabalhadores pagando a conta nessa atual etapa da crise. O governo repassa os recursos públicos para os empresários, que hoje controlam todo o sistema de transporte da Capital de Salvador e, no primeiro sinal de crise, penalizam os trabalhadores para manter os privilégios de meia dúzia de capitalistas parasitas. Todo mundo sabe que esses contratos com empresas terceirizadas são um verdadeiro balção de negócios, com objetivo de favorecer esse ou aquele grupo, na maioria dos casos, cupinchas do governo de plantão.
Os trabalhadores não devem arredar o pé na luta pela conquistas dos seus direitos, aprofundar as manifestações e ocupar a empresa, para que as suas reivindicações sejam atendidas.
Os recursos do estado, particularmente nessa etapa de crise do covil-19, devem estar totalmente voltado para atender os interesses dos trabalhadores e da população e não para os grandes empresários capitalistas e banqueiros. Os trabalhadores não podem ser penalizados duplamente com a falta de pagamento dos seus salários e do desemprego.
O caso de Salvador mostra, mais uma vez, a necessidade da estatização do serviço público de transporte, controlado pelos trabalhadores, cuja a receita para a sua manutenção, assim como a saúde e a educação, não devem ser tratados como uma mercadoria, ou seja, com o fim exclusivo de gerar lucro.




