Demissões nos bancários

Carrefour troca bancários por terceirizados

A direção do Banco Carrefour está demitindo os seus funcionários efetivos e substituindo por terceirizados e consequentemente aumenta a exploração dos trabalhadores

A direção do Carrefour Soluções financeiras, braço financeiro da rede Carrefour de supermercados, está demitindo os seus funcionários efetivos e substituindo os mesmos por trabalhadores terceirizados. Fazem isso, inclusive, passando por cima de acordos assinados com as entidades representativas dos trabalhadores, em não demitir enquanto durar a pandemia do coronavírus.

Tal política revela que, para os patrões, governo, justiça, os acordos com os trabalhadores só servem para serem quebrados, em se tratando dos interesses dos capitalistas.

Logicamente que as maldades desses parasitas, de uma das maiores empresas de hipermercado do planeta e representante dos interesses dos países imperialistas, não param por aí. Além das demissões, se recusam a pagar os direitos trabalhistas dos seus funcionários, tais como horas extras realizadas nos dias de antecipação dos feriados e, de também não reajustar os salários nos casos de alteração de cargos e funções.

A lei da terceirização, aprovada pelo golpista Congresso Nacional, logo em seguida ao golpe de Estado de 2016, sancionada pelo golpista Michel Temer (MDB) e ratificada pelo também golpista STF (Supremo Tribunal Federal), permite que uma função de uma empresa (que antes era apenas nas atividades meio) possa ser exercida por trabalhadores terceirizados, o que abriu a porteira para que os patrões substituam os funcionários efetivo, tanto nas áreas fins quanto nas áreas meio, por terceirizados, em condições ainda piores do que os trabalhadores normais e, assim diminuem infinitamente os seus custos às custas da superexploração dos terceirizados e da miséria daqueles que perderam os seus empregos.

Os funcionários do braço financeiro da multinacional Carrefour, que vem sendo denunciada, sistematicamente, por diversas atrocidades contras os seus funcionários e também clientes, como foi o caso, por exemplo, da tortura e espancamento de um negro, por parte seus seguranças, até a morte em uma das suas lojas, devem refutar qualquer pressão e qualquer “tentativa de negociação” que vise fazer os bancários engolirem as demissões e os ataques aos seus direitos. O emprego é inegociável. É preciso convocar assembleias em todos os sindicatos, plenárias unificadas de toda a categoria – já que a política do Banco Carrefour não é exclusiva desse banco e sim parte de uma política de conjunto dos banqueiros – tudo mais que for preciso para colocar a poderosa força da classe trabalhadora organizada em movimento, em uma campanha nacional de luta contra as demissões e pelas demais reivindicações dos trabalhadores.

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