Algumas organizações da esquerda pequeno-burguesa apresentaram algumas propostas para a crise que está tomando conta do País e do mundo. Em geral, as propostas são insuficientes. Mas independete dessa consideração, é preciso colocar uma questão que antecede ao problema de quais seriam as melhores propostas.
O PT, maior partido de esquerda do País e com maior número de parlamentares, apresentou um programa para crise, mas falta um ponto central. Como colocar em prática se a política de toda a esquerda pequeno-burguesa tem sido a defesa do “ficar em casa”, que é exatamente a política da direita e de toda a burguesia.
A questão central, portanto, é: essas propostas serão colocadas em prática como se a melhor política é ir para casa.
A não ser que consideremos que Bolsonaro, a burguesia e toda a direita golpista serão convencidos a fazer essas propostas, sem chamar o povo a se mobilizar qualquer proposta é inócua.
Os sindicatos existem para defender os trabalhadores, não para ir para fechar as portas. A mesma coisa serve para os partidos de esquerda, que deveriam ser um instrumento de mobilização do povo. Mas não é isso o que tem acontecido. A esquerda simplesmente abandonou qualquer mobilização para que o povo lute por suas reivindicações.
A justificativa de “ficar em casa”, seguindo a política da direita, para não espalhar o vírus não serve para a maioria do povo que é obrigado a trabalhar. Embora seja preciso tomar todas as precauções necessárias, afinal a pendemia é grave, não é hora de abandonar os trabalhadores à sua própria sorte.
É preciso mobilizar para arrancar as reivindicações para a sobrevivência do povo, é preciso decretar a greve em vários locais de trabalho que ainda funcionam. A vida do trabalhador não pode estar em risco apenas para garantir uma minoria que pode fazer quarentena!


