As notícias não são boas para os operários. Ao menos 25 operários são infectados por coronavírus em canteiro de obra em SP onde mestre de obra adoeceu e o contágio do coronavírus se alastra como fogo em palha seca. A Empresa responsável “examinou” 86 funcionários e afirmou que fará testes quinzenais em todos os seus canteiros.
Existe um número de crescente de infectados. Pelo menos 25 operários, dos 86 submetidos a testes, tiveram resultado positivo para o novo coronavírus em um canteiro de obras da construtora Lock na rua João Moura, em Pinheiros (zona oeste de São Paulo).
Dos 25 trabalhadores 13 já foram afastados. Diz a empresa: “Implantamos sistema de monitoramento remoto, em que nossa área de Gente & Gestão faz contato com o colaborador e/ou família, semanalmente, para saber quadro de saúde, necessidades médicas e psicológicas entre outros”, disse a empresa em nota.
Como os testes foram supervisionados pelo Sindicato da Construção Civil de São Paulo (Sintracon), já na segunda-feira (27) havia paralisado três obras da companhia, dentre elas a da João Moura, exigindo que os trabalhadores fossem examinados após a notícia da infecção do mestre de obras.
A empresa Lock foi pega na contradição de saber dos infectados e mesmo assim submetê-los ao serviço assumindo o risco de contágio dos demais. Disse: “que teve conhecimento de que o operário estava com coronavírus no dia 22 de abril, que afastou os cinco funcionários próximos a ele em seguida e que os testes realizados nesta quarta já estavam programados pela construtora mesmo antes da intervenção sindical. Os exames foram custeados pela empresa, contratados com o laboratório Biofast e são do tipo sorológico (o chamado teste rápido)”.
Segundo a empresa operários outros já adquiriram anticorpos, “estes usam os anticorpos para identificar pessoas que já tiveram contato com o vírus e se tornaram imunes”.
Os exames feitos são precários e baratos. Por serem bem mais rápidos —entre 10 a 30 minutos já é possível obter o resultado— e não necessitarem de laboratórios equipados, especialistas acreditam que o método pode ser uma boa solução para testar profissionais de saúde, por exemplo, que são muito mais expostos ao vírus.
Verdade é que há ainda uma alta taxa de “falsos negativos” nesses testes, uma vez que os anticorpos podem ser decorrentes de contatos prévios com outros coronavírus que já circulam na população.
O governo fascista enquadrou a construção civil como “serviço essencial” em São Paulo e, por isso, não teve suas atividades paralisadas durante a quarentena.
Para agravar ainda mais a situação dos trabalhadores, o Estado planeja reabrir sua economia em maio o que provocará uma explosão de contaminação pelo coronavírus.
Segundo o sindicato da categoria, foi enviado ofício às mais de 30 mil empresas cadastradas. O Sintracon determinou medidas que devem ser cumpridas durante o período de isolamento para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores.
Entre as medidas exigidas está: “Todos os trabalhadores devem ter sua temperatura medida antes de entrar na construção”; “eles precisam ter à disposição álcool em gel e estações de higiene”. Um segundo ofício determinou ouso de máscaras.
Os operários denunciam que, álcool em gel e estações de higiene são encontrados apenas na entrada das obras, e não nos andares. Nos banheiros, faltam sabonete e papel. As máscaras, ainda segundo os relatos, seriam fornecidas com atraso, seriam escassas e de qualidade inferior à adequada ao ofício.
O fato é que o Estado fascista mancomunados com empresários determinam a sorte dos operários e suas famílias.
O trem para os fornos do coronavírus vai partir e, abordo dele só trabalhadores e suas famílias. É preciso parar e derrotar o fascismo.





