Imperialismo "humano"

Preso político peruano está com saúde debilitada

Abimael Guzmán preso politico há 28 anos da ditadura de Alberto Fujimori apoiada pelo imperialismo no Peru, corre risco de vida na prisão

No dia 10 de outubro, a esposa de Manuel Rubén Abimael Guzmán Reynoso, também conhecido por “Presidente Gonzalo”, que é ex-professor de filosofia na Universidade de Ayacucho e que foi o líder do “Sendero Luminoso”, Elena Yparraguerri Guzmán, apresentou uma petição ao presidente do Instituto Penitenciário Nacional do Peru, alertando sobre o atual estado de saúde do marido e exigindo atenção médica urgente para o Dr. Abimael Guzmán. Elena Guzmán já é companheira do Presidente Gonzalo há cerca de 30 anos, os dois foram condenados a prisão perpetua em 1992 e reafirmada em 2018. Porém só vieram a se casar oficialmente em 2010, os dois já estavam presos há 18 anos.

Atualmente Abimael Guzmán e Elena Yparraguerri são presos políticos da ditadura de Alberto Fujimore que foi de 1990 ao final dos anos 2000. Há 28 anos se encontram encarcerados, ele na base naval do Callao, e ela na prisão de Ancón II, ambos próximo à cidade de Lima, no Peru. Procurados por acusações de terrorismo e alta traição nacional, em 1992, Guzmán e Elena foram capturados pelo governo ditatorial peruano apoiado pelo imperialismo e receberam sentença perpétua. Sendero Luminoso o grupo do qual era o líder surgiu em 1964 e foi uma organização guerrilheira peruana em e começou sua luta armada contra a burguesia nacional e os Imperialistas em maio de 1980. O grupo consta na lista de organizações terroristas internacionais elaborada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.

No documento apresentado por Elena Guzmán, ela denuncia o delicado estado de saúde do marido, que aparentemente está com dificuldade para andar devido à inflamação das articulações e com uma gripe estranha que o deixou de cama por um mês. Ela pede que um geriatra possa entrar na prisão para vê-lo. E que dê a ele vacinas contra Influenza e Pneumococo para evitar doenças ou até mesmo a propagação da pandemia COVID-19. “Meu marido vai fazer 86 anos este ano e está isolado há 28 anos. Acredito que ele precisa de uma pessoa para apoiá-lo de perto e estou disposta a ser transferida para isso, visto que aquela prisão arbitrária que está destruindo meu marido idoso impunemente nunca é fechada ou nunca fechará.”

Desde sua prisão em 1992, Abimael Guzmán, recebe apoio de mobilizações populares e movimentos de esquerda em prol da sua liberdade e saúde no Peru e por todo o mundo. Em junho deste ano o Tribunal Penal Permanente de Lima mostrando que a ditadura no país ainda continua viva e operando, rejeitou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do ex-líder do grupo Sendero Luminoso por conta da pandemia e o risco eminente de Guzmán contrair a doença. Esse caso não foi o único negado. Todos os habeas corpus apresentado por outros membros da liderança do Sendero Luminoso, incrivelmente, foram rejeitados.

Guzmán é mais um preso politico das ditaduras que se instalam na América Latina orquestradas principalmente pelo Estados Unidos, trancafiado nas masmorras da burguesia que são os presídios, que há décadas persegue, capturam, prendem e matam líderes populares, que não aceitam a submissão de seus respectivos países ao imperialismo sanguinolento, inclusive o norte americano. Assim como no Peru, no Brasil, na Colômbia, em Honduras, e outros, as interferências externas na soberania dos países se tornam ditaduras assassinas, claramente visíveis até os dias de hoje, contra o povo e as organizações da população que buscam liberdade das garras do capitalismo decadente.

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