A mais importante data internacional dos trabalhadores se aproxima e é necessário se posicionar e agir de forma clara e contundente para fazer deste importante dia um marco na luta da classe operária internacional contra os opressores e exploradores mundiais. O capitalismo agoniza enquanto modo de produção que nada mais tem a oferecer à humanidade. No entanto, sua queda, sua derrubada somente poderá acontecer se for o resultado de uma ação consciente e decidida por parte da classe historicamente talhada a cumprir este objetivo.
Em nosso país, o momento que atravessamos é particularmente grave, pode se dizer gravíssimo, pois atravessamos a pior e mais profunda crise vivenciada pelo capitalismo e pela dominação da burguesia, a classe social que vem, há séculos, destruindo a economia nacional, conduzindo centenas de milhões de brasileiros ao precipício, à miséria e à catástrofe social.
Todos os anos, o Partido da Causa Operária realiza seu ato de Primeiro de Maio, marcando o seu compromisso com a luta dos trabalhadores e das massas populares do país. Neste ano, a particularidade se dá em função da crise epidêmica que vem devastando o território nacional, onde se verifica, cotidianamente, não só o crescimento dos casos de infecção, como também das mortes em todas as regiões do país.
O PCO realizará seu ato de Primeiro de Maio, pois entende que não é cabível a omissão justamente neste momento em que o aprofundamento da crise internacional da burguesia e do imperialismo coloca na ordem do dia a necessidade da intervenção independente da classe operária no cenário mundial. Aqui no Brasil, ao invés de estar somando forças para organizar e garantir atos massivos e representativos dos trabalhadores em sua data maior, a esquerda nacional está trancafiada em casa, paralisada, confusa, enquanto a extrema direita faz atos e carreatas nas ruas das principais cidades do país reivindicando o retorno à ditadura militar.
Diante da monumental crise que se instalou no país e do afundamento do governo Bolsonaro, são muitas as organizações, entidades e movimentos de luta dos trabalhadores que passaram a abraçar o “Fora Bolsonaro”. No entanto, é necessário dar forma e conteúdo a esta consigna, em primeiro lugar fazendo com que a esquerda abandone a política de colaboração com os algozes dos trabalhadores, a política da “Frente Ampla” e da “União Nacional” em torno ao “combate ao vírus”.
Este é o momento de intensificar a mobilização e a luta contra o governo burguês-golpista, reacionário, que está fragilizado, dilacerado por uma série de contradições internas. Portanto, a data histórica de luta dos trabalhadores pode e deve representar o pontapé inicial para uma grande mobilização nacional rumo a um grande movimento pelo “Fora Bolsonaro”; Fora todos os golpistas e por novas eleições gerais.




