Estudante de História da Arte na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Paulo Felipe denuncia censura feita pelo CA de seu curso a uma postagem dele na rede social Instagram. A censura ocorreu em meio a questionamentos relacionados à política capituladora dos dirigentes da organização estudantil. Segue o relato do estudante:
“O Centro Acadêmico Tasso Correa (CATC), representante dos estudantes do Instituo de Artes da UFRGS, que tem a gestão controlada pelo MRT, cometeu mais um erro em sua política de imobilização estudantil: censurou aluno em página oficial da entidade.
Após pressão dos estudantes, o CATC finalmente aderiu à derrubada do governo golpista, ainda que de forma capenga e confusa.
Ao questionar o CA sobre se a palavra de ordem ‘Fora Bolsonaro e Mourão’ não poderia resultar num entendimento que o CA defende Rodrigo Maia presidente, e se não seria mais interessante clamar por ‘Eleições Gerais’ já que Lula foi preso e as eleições de 2018 que elegeram Bolsonaro não se trataram nada mais do que uma mera fraude, um aluno matriculado teve seu comentário excluído e foi bloqueado na rede social.
É possível que a gestão não se importe com eleições fraudulentas, afinal, foram eleitos por meio de uma, ao impedirem a candidatura de uma terceira chapa em conluio com os stalinistas do PCB, que eles, trotskistas, dizem tanto combater, mas, quando é para se aproveitar de uma tecnicalidade burocrática para impedir a candidatura de estudante com direitos assegurados em estatuto, aí eles fazem uma aliança.
Mas é difícil saber qual seria o interesse em apagar o comentário se não fosse verdade que o CA está apoiando uma frente ampla com Rodrigo Maia e o DEM.
Tal capitulação política se reflete na convocação despolitizada que fazem de um evento chamado ‘café poético’, o qual divulgam para o 1º de maio, até mesmo contrariando o chamado do seu próprio sitio de notícias Esquerda Diário por um Primeiro de Maio Classista e Independente.
Sem deixar de mencionar o quanto é óbvio mas ainda necessário dizer que o método de seleção divulgado para participar da atividade é uma armadilha, um tal ‘formulário’ de inscrição em que você coloca seu e-mail para receber depois o link do evento no dia. Será que todos os estudantes serão contatados ou somente os que concordam com tudo que eles dizem?
Neste momento, milhões de brasileiros ainda não viram a cor da esmola de 600 reais que o governo prometeu dar, mesmo após as pessoas se inscreverem. Pode acontecer o mesmo aqui. Será que a classe operária vai ver a cor desse link do zoom?
Os estudantes de História da Arte e Artes Visuais alertam.”




