O governo de Jair Bolsonaro deixou de pagar o auxílio emergencial e o Bolsa Família para cerca de 923 milhões de pessoas no mês de agosto. O motivo é um suposto “erro” do governo que reviu o benefício concedido durante a pandemia e acabou por retirar o auxílio.
O que parece um erro, no entanto, deve ser encarado como uma política proposital do governo, que nunca quis ajudar a população e não dá a mínima para a vida do povo brasileiro, preferindo destinar o dinheiro, que deveria ser empregado no combate à pandemia, à fome e ao desemprego , para os bancos.
O governo Bolsonaro sempre deixou claro que sua preocupação principal sempre foi a de retirar o dinheiro da população e entregar tudo aos banqueiros. Com a retirada do alto número de pessoas da folha de pagamento do benefício, o governo reteve cerca de 550 milhões de reais.
Além de não pagar o auxílio emergencial, o Bolsa Família também foi cortado para um número muito grande de pessoas que dependem dele, mesmo com o fato de que o programa não poderia ter cortes durante a pandemia, como ficou decidido desde março.
Agora, o governo promete pagar o valor do bolsa família de agosto junto do pagamento do mês de setembro. No entanto, com a alta do preço da alimentação, o desemprego e a inflação subindo, fica claro que as pessoas que não receberam o benefício passaram por necessidades no mês em que ele não veio, podendo até ter passado fome.
No entanto, os auxílios emergenciais suspensos seguem em análise e não há indícios de que o governo restituirá o valor à população que deixou de o receber. Muitos dos auxílios seguem em análise para cortes e a única maneira de reaver o auxílio caso o seu seja cortado, é através da internet, o que já havia sido muito criticado no começo da pandemia, pois é uma parcela pequena da população que tem acessoa à internet e que sabe usar os aplicativos do governo.
É preciso intensificar a mobilização pelo Fora Bolsonaro, pois fica claro que a sua política aponta no sentido de intensificar o genocídio da população durante a pandemia, além de intensificar a fome e a pobreza.




