Mais de um milhão de vidas, 1.088.612, a conta que o coronavírus cobrará, se a pandemia no Brasil for ignorada, segundo estudo feito por epidemiologistas do Imperial College*, de Londres. Na melhor das hipóteses, se a intervenção do poder público for supressão total, as mortes no Brasil serão de 44.212 ao todo. Para isso no Brasil acontecer, segundo o estudo dos epidemiologistas britânicos, a intervenção do governo terá que ser a supressão total em no máximo duas semanas, quando as mortes diárias no país, atingirem o número de 425 vidas.
Se o Brasil optar por mitigação, a intervenção por distanciamento da população, somente para os idosos, as mortes serão de 471.742. Se a mitigação for para distanciamento social de toda a população, as mortes serão em número de 576.128.
Os infectados serão 181.084.337, se nenhuma intervenção for feita por parte do governo, como parece ser a vontade do presidente Bolsonaro. Daí, 85% da totalidade da população do Brasil será infectada. Desses quase 200 milhões de infectados, 6% morrerão, e daí a mortandade no Brasil será de mais de milhão, 1.088.612.
Se supressão total for feita, o que parece totalmente improvável, já que para isso, Brasil teria que colocar em prática essa intervenção em até duas semanas, quando semanalmente, as mortes atinjam o número de 425, daí os infectados em todo o país serão 11.457.197. O número total de mortos serão 44.212. Cifra que nenhum país do mundo atingiu até hoje, (31/03).
| Objetivo | Tipo de Intervenção | Total de Infectados | Total de mortos | Hospitalizados críticos |
| Nenhuma intervenção | 181.084.337 | 1.088.612 | 1.443.116 | |
| Mitigação | Distanciamento de toda a população | 114.348.169 | 576.128 | 764.105 |
| Mitigação | Distanciamento dos idosos | 12.988.886 | 471.742 | 625.338 |
| Supressão | Início com 3.401 mortos por semana | 49.599.016 | 206.087 | 272.916 |
| Supressão | Início com 425 mortos por sema | 11.457.197 | 44.212 | 57.423 |
Capacidade hospitalar é precária
Nos países desenvolvidos, têm-se 8 vezes mais casos de coronavírus, do que a capacidade máxima de seus hospitais suporta. Nos países pobres, são 25 vezes mais casos do que a capacidade máxima de seus hospitais suportar.
Daí que vemos hospitais de campanha serem montados às pressas, como China fez, como EUA até navio improvisam para hospital ser, e no Brasil, estádio do Pacaembu, e o parque Anhembi, às pressas, improvisados para serem hospital.
FALTAM TESTES
Pessoas estão sendo entubadas no Brasil, sem ter o teste positivo. Outras morrem sem que o seu resultado de teste tenha chegado ao hospital. Todos os casos existentes que não precisem de internação, não são identificados, não são isolados, visto que, como testados não foram, não se sabe quem isolar.
Esta falha os Estados Unidos também tinham. Foi superada. Lá, eram mil os testes diários, hoje já são 110 mil testes. Assim mesmo, pela demora da maior nação rica do mundo em fazer testes generalizados, de 100 a 200 mil americanos deverão morrer em decorrência do coronavírus.
Até para a saída do isolamento, testes generalizados precisam ser feitos. Só assim se poderá monitorar os casos novos que aparecerem, apagar os pequenos focos, antes que se espraiem e tornem-se em nova nova epidemia.
*The global impact of covid-19 and estrategies for mitigation. Imperial College covid-19 response team. (26/03/2020)




