A cada dia que passa, cresce mais a fila de testes para o Covid-19 no Instituto Adolfo Lutz, o que já era esperado. Serão analisados 9 mil testes para detecção do vírus, que ficarão parados em até dez dias. A prioridade para realizar os exames são para os internados em estado grave e profissionais da saúde, ou seja, não são registrados os casos de pessoas consideradas com sintomas leves, principalmente se não apresentam falta de ar, fora a demora para o resultado dos exames.
Tudo isso trará como consequência mais contaminações, pois é certo que existe um número muito maior de pessoas infectadas, que estão transmitindo o vírus para mais pessoas.
O novo coordenador da plataforma de laboratórios de diagnóstico de coronavírus, Dimas Tadeu Covas, informa que serão adquiridos 1,3 milhão de testes da Coreia que chegarão no final da primeira quinzena de abril – Só em São Paulo, são mais de 12 milhões de habitantes, fica nítido que os testes são insuficientes para todo o estado e a necessidade exige muito mais do que isso.
Tal fato, mostra a falta de empenho do governo de São Paulo, para combater de forma eficiente a pandemia que está parando o estado, deixando principalmente a população mais pobre, que depende do movimento das ruas para manter sua sobrevivência.
João Doria também está permitindo que milhares de pacientes fiquem sem a definição da causa mortis, o que tem ocultado o real número de mortos, para que não seja divulgado a tragédia que está acontecendo dentro do estado de São Paulo.
Tudo isso não passa de uma política de extermínio da população, principalmente a pobre e negra, pois além de não adotar medidas de sobrevivência decentes para essa população que depende do movimento nas ruas para gerar a sua renda, o aparato policial está sendo usado para oprimir mais ainda o povo.
O atual governador de São Paulo não passa de um Bolsonaro que come de garfo e faca, faz discursos que agradam a audiência desavisada e que não enxergam o estrago que essa política fascista e genocida vai causar para o estado, porque quem mais arcará com o ônus de toda essa omissão, serão os mais pobres, como sempre.
Como medidas para evitar mais propagação do vírus, é necessário que a população se mobilize para exigir álcool gel, luvas e máscaras, testes para todos, equipamentos de proteção individual, aumento da frota de ônibus para que os trabalhadores fiquem sentados e com distâncias que evitem o contágio e formação de conselhos populares de fiscalização do serviço de saúde.




