Nesta semana, um caso deu grande repercussão na Bahia foi um suposto ataque de famílias sem terra contra a empresa de segurança contratada pela multinacional da celulose Veracel, onde os seguranças ficaram feridos e tiveram seis viaturas destruídas.
Os trabalhadores estavam ocupando a Fazenda Esperança e Mutum, no município de Belmonte, no Extremo Sul da Bahia.
A imprensa financiada pela empresa Veracel tratou de colocar os trabalhadores como criminosos e os seguranças, e a própria empresa, como uns coitados que apenas estavam lá e foram “covardemente atacados” pelos criminosos sem-terra.
Quem vive na região sabe que nem a Veracel e muito menos seus pistoleiros da empresa GPS são inocentes neste caso e em nenhum outro.
A pergunta que fica é o que faziam seis viaturas da empresa GPS dentro de uma ocupação de trabalhadores sem-terra sem a presença das forças policiais? Isso porque quem trata das ocupações de terra são as policiais civil e militar, e não pistoleiros travestidos de empresas de segurança.
É evidente que o grande número de “seguranças” da Veracel estavam lá para intimidar e ameaçar as poucas famílias de trabalhadores sem-terra que ocupavam o latifúndio pertencente a empresa.
A multinacional Veracel queria expulsar as famílias de qualquer jeito e a sua maneira de forma rápida e violenta. Mas não tinha obtido autorização para realizar o despejo das famílias a sua maneira. Então mandou a sua empresa de segurança realizar o despejo.
A empresa GPS, pistoleiros travestidos de empresa de segurança, são conhecidos na região por sua violência e humilhação da população do entorno dos latifúndios de eucalipto do Extremo Sul da Bahia. Um caso recente foi a prisão e cárcere privado de quatro trabalhadores que foram humilhados e filmados com celular pelos “seguranças” da empresa. Na filmagem os trabalhadores tinham que falar o que faziam na área, seus nomes e onde moravam. Esses vídeos, com trabalhadores chorando e no chão sendo ameaçados, foram divulgados nas redes sociais de maneira criminosa.
Esse é um pequeno exemplo de como os seguranças da Veracel tratam a população do entorno dos seus plantios de eucalipto. Fazem essas ameaças e intimidações para evitar novas ocupações e esconder a grande quantidade de terras griladas do Estado onde fazem seus plantios de eucalipto.
É preciso denunciar como a empresa Veracel e seus pistoleiros tratam a população e os trabalhadores e cometem arbitrariedades devido ao seu grande poder econômico na região. As entidades progressistas, de esquerda e dos direitos humanos devem realizam uma grande campanha em defesa das famílias sem-terra de maneira incondicional pois estão lutando por seus direitos, contra a grilagem de terras públicas na Bahia e contra a violência Veracel na região.




