No dia 27 de outubro, será o aniversário de 74 anos do registro de nascimento do maior líder popular do país, Luiz Inácio Lula da Silva. Principal preso político do regime golpista, Lula se encontra, até o momento, encarcerado no prédio da Polícia Federal, em Curitiba. Por isso, a Plenária Lula Livre, que reuniu dezenas de organizações, incluindo representantes da CUT, do PT e do MST, decidiu convocar um grande ato em Curitiba pela liberdade de Lula no dia de seu aniversário.
A prisão de Lula é um dos aspectos centrais do golpe dado em 2016. Se Lula não e estivesse com seus direitos ilegalmente suspensos, certamente teria sido eleito presidente da República em 2018 e teria condições de liderar diretamente a luta da população contra os ataques da direita. Lutar pela liberdade de Lula é, portanto, uma tarefa fundamental da esquerda e dos setores democráticos que estão sendo diariamente esmagados pelo governo Bolsonaro.
Embora esteja atacando ferozmente os trabalhadores, o governo Bolsonaro se encontra em uma crise imensa. Produto de um arranjo eleitoral improvisado diante da falência dos partidos tradicionais do regime político, Bolsonaro não tem conseguido implementar a agenda neoliberal com a eficiência que o imperialismo demanda. Ao mesmo tempo, Bolsonaro é contestado incessantemente nas ruas, o que deixa o governo na corda bamba.
A crise do governo Bolsonaro é tanta que a burguesia, temendo a revolta popular, decidiu fazer toda uma campanha para que Lula aceitasse a progressão de sua pena para o regime semi-aberto. Com isso, a campanha pela sua liberdade poderia arrefecer e tornar sua liberdade mais distante.
É preciso aproveitar o momento de crise da direita para ir para cima da burguesia e colocar os golpistas contra a parede. Nada de meia liberdade para Lula: é preciso anular todos os processos e exigir sua liberdade incondicional. Para que isso aconteça, é preciso organizar já, em todo o país, uma campanha para a realização do ato em Curitiba no próximo dia 27.





