O atual prefeito de direita Bruno Covas ataca mais uma vez os direitos da população, cancelando mais de 4 mil bilhetes únicos por dia. A desculpa que o prefeito usa é que os bilhetes tinham recarga irregular ou uso irregular, por terceiros. Ele afirma que há muitas fraudes nos bilhetes únicos quando, na verdade, a maior fraude é ele como político.
É clara a tentativa do prefeito em dificultar a vida da população trabalhadora, já que grande parte da população mora longe dos centros urbanos e possuem transporte público limitado e somente para ir trabalhar, fornecido pelos empregadores.
O trabalhador, que passa muitas horas por dia em transportes públicos para ir e voltar do trabalho, já foi prejudicado em fevereiro desse ano, quando Covas, muito bem orientado pelo seu partido PSDB, fez um corte substancial no vale transporte, diminuindo para dois o número de embarques num período de até 3 horas.
Com todos esses cortes, a situação da população fica cada vez mais frágil no que diz respeito à mobilidade, esfera importante da vida social.
É um crime contra a população paulistana que depende dos transportes coletivos para ter acesso à cidade e lazer, como se o único objetivo do transporte público e único direito da população fosse usar o transporte para trabalhar.




