Da redação – Nesta quinta-feira (25), o governo do Paraguai anunciou que foi notificado pelo Brasil de que há um processo em andamento para revogar o asilo político de três ativistas paraguaios, líderes do Partido Pátria Livre. Juan Arrom, Anúncio Martí e Víctor Colmán tiveram seu asilo político concedido em 2003, durante o começo do primeiro governo Lula.
Os três são acusados de participar de um sequestro em 2002, da filha do ex-ministro da Fazenda durante o governo de Andrés Rodríguez (imediatamente posterior à ditadura de Stroessner) Enzo Debernardi. O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, pediu a Bolsonaro que o asilo fosse revisto. O caso será revisto pela Comissão Nacional de Refugiados (Conare), e deve suspender o asilo até maio.
Trata-se de mais um exemplo da perseguição política continental da extrema-direita contra organizações e políticos de esquerda. Uma perseguição abrangente e persistente, com o objetivo de intimidar as organizações de trabalhadores em toda a América Latina. Mesmo fragilizado, o governo da extrema-direita tem avançado constantemente nesse tipo de perseguição, um alerta para toda a esquerda de que não deve assitir à crise do governo passivamente, mas aproveitar a chance para se mobilizar contra a direita golpista.





