Alguns setores da esquerda querem vetar o “Lula Livre” nas manifestações. Trata-se aqui de censura e enfraquecimento das manifestações que têm ocorrido contra o governo, manifestações que essa mesma esquerda apresenta sendo pura e simplesmente “pela educação”.
Não à prisão, e depois de preso, a luta pela liberdade do ex-presidente Lula, foi a principal pauta da esquerda desde o impeachment de Dilma. Mobilizou centenas de milhares de pessoas em 2018. A condenação do ex-presidente foi um golpe sujo para impedi-lo de participar das eleições para eleger Bolsonaro. Trata-se aqui de três etapas do golpe: impeachment de Dilma, prisão de Lula, fraude eleitoral que elegeu Bolsonaro.
A parcela mais politizada da esquerda estende ligação direta entre a prisão de Lula e o governo Bolsonaro. São os dois extremos da luta política no Brasil. Não é a toa o tamanho gigantesco que teve o Festival Lula Livre. Por isso, os atos contra os cortes na educação são a continuação da luta que a esquerda vem se empenhando em realizar contra o golpe, e que neles vemos a repercussão do “Lula Livre”.
Assim como querem impedir o “Fora Bolsonaro”, estão tentando censurar o “Lula Livre”. A esquerda representada por Marcelo Freixo, cuja única pretensão são as eleições de 2020 e 2022, não que Lula nas manifestações para poder se aliar ao centrão. Pela mesma razão não pedem pela saída do atual governo e simplesmente fazem ameaças vazias.
Os atos devem ser amplos, todas as palavras de ordem da esquerda devem estar presentes. Se determinado setor não está de acordo com Lula Livra, deve levar sua própria palavra de ordem e não querem censurar as demais. O caráter da mobilização para ser vitoriosa deve ser democrático, a censura em atos, seja contra palavras de ordem ou com as bandeiras dos partidos deve ser rechaçada.
A aqueles que não gritam “esperemos até as próximas eleições”: seguiremos firmes na luta contra a direita.
Fora Bolsonaro, Liberdade Para Lula e Eleições Gerais Já!





