Mais um vazamento da Operação Lava Jato, dessa vez publicado em uma parceria do portal The Intercept Brasil com a revista golpista Veja, contribuiu para reiterar a figura de Moro como um conspirador; Dessa vez, o vazamento comprovou que Moro mentiu em juízo – o que não só é um problema ético, mas sim, acima de tudo, legal.
As mensagens divulgadas dizem respeito ao caso de Flávio David Barra, preso em 28 de julho de 2015, quando presidia a AG Energia, do grupo Andrade Gutierrez. Em 25 de agosto, a defesa de Barra havia solicitado ao então ministro Teori Zavascki, que era o relator da Lava Jato no STF, a suspensão do processo. A defesa argumentou que o caso não poderia ser julgado pela 13ª Vara de Curitiba, comandada por Moro, uma vez que haveria indícios de que parlamentares estariam envolvidos – nesse caso, apenas o STF poderia julgar.
Teori Zavascki, diante das alegações da defesa de Barra, solicitou que Moro desse explicações. No entanto, Moro, cinicamente, disse que não sabia do envolvimento de parlamentares.
O que o novo vazamento da Operação Lava Jato mostrou foi que Moro sabia, sim, do envolvimento de parlamentares no caso. Em um diálogo registrado no Telegram entre o procurador Athayde Ribeiro Costa e a delegada Erika Marena, da Polícia Federal, Costa diz precisar com urgência de uma “planilha/agenda” apreendida com Barra que descreve pagamentos a vários políticos. A delegada Erika Marena, por sua vez, responde que Moro lhe orientou a não ter pressa em protocolar a planilha no sistema eletrônio da Justiça. Isto é, Moro não só mentiu a Zavascki, pois tinha conhecimento da planilha, como orientou seus funcionários a segurarem ao máximo o processo para que não saísse de Curitiba.
A Operação Lava Jato, desde o primeiro vazamento dado pelo portal The Intercept Brasil, se revelou como uma das maiores farsas da História recente do país. Por isso, é preciso sair às ruas para exigir o fim da Lava Jato, o fim das perseguições políticas e a derrubada do governo Bolsonaro.





