Da redação – O relator da Reforma da Previdência na Câmara de deputados, Samuel Moreira (PSDB-SP) estuda fazer mais ajustes no projeto, afirmou o presidente da comissão especial da Reforma da Previdência na câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), nesta quarta-feira (3).
“Vamos ver se vai ter uma nova complementação de voto, vamos ver se dá para votar, se tem acordo para votar já o texto e deixar os destaques para depois. Algum ajuste acho que vai ter que ter. Eu acredito que vai ter [complementação de voto], ele [Samuel Moreira] está trabalhando nisso”, disse o deputado.
Segundo o presidente da comissão, está ocorrendo para atender às exigências dos partidos de direita, que apesar de querer uma reforma, não compactuam com a de Bolsonaro e Paulo Guedes. A reforma proposta pelo Governo Federal é muito carniceira, devastadora e, portanto, obviamente, muito impopular.
O setores do “centrão” estão preocupados com suas carreiras políticas ao aprovar uma reforma que destruirá a aposentadoria de todo o povo brasileiro. Muitos deles tem a consideração que, nem mesmo com o apoio da máquina capitalista, conseguirão se reeleger caso aprovem a reforma.
A imensa quantidade de ajustes que já foram realizados na Reforma da Previdência mostram uma intensa crise dos golpistas em aprová-la. O governo Temer não conseguiu, agora, Bolsonaro também não está conseguindo levar adiante. Por isso, setores do imperialismo estão insatisfeitos com o governo; consideram esta reforma um ponto econômico central.
Os partidos do centrão já declaram que querem tirar da reforma a imensa maioria de trabalhadores que trabalham para os municípios, além de também os servidores estaduais. O que reduziria uma parcela significativa da população afetada pela reforma.
“Muitos artigos ainda fazem referência a estados e municípios e isso tem muita resistência de uma boa parte dos partidos. Há uma demanda para que se retire qualquer referência a estados e municípios na comissão”, afirmou Ramos.
Como pode ser visto no Paraná, onde os servidores estão realizando greve contra o governo, são categorias mobilizadas, que podem gerar uma gigantesca crise política.





