Globo ataca MST e a reforma agrária para justificar a privatização dos assentamentos

Neste domingo (23/06), a golpista Rede Globo através do seu programa Fantástico organizou uma reportagem para atacar diretamente o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e todo o processo de reforma agrária. O programa venal apresentado pela emissora apoiadora do golpe e da ditadura militar mostrava a venda de lotes da Reforma Agrária no Rio Grande do Sul em assentamentos rurais organizados pelo MST.

A reportagem apresenta a venda de lotes da reforma agrária em três assentamentos da reforma agrária do Estado do Rio Grande do Sul. A reportagem encomendada pelos bolsonaristas foi atacar o assentamento referência de criação e símbolo do MST, o antigo latifúndio Anonni, hoje assentamento onde vivem 423 famílias há mais de 30 anos.

A reportagem vem num momento em que o governo Bolsonaro quer privatizar as terras dos assentamentos e permitindo que as terras dos assentamentos voltem a ser adquiridos e explorados pelos latifundiários.

Bolsonaro está colocando em marcha um plano de privatização dos assentamentos. Está se aproveitando de uma legislação aprovada após o golpe de estado em 2016 e aprovado pelo golpista Michel Temer. A aprovação da Medida Provisória 759/2016 que se tornou a lei 13.465/2017 sobre a regularização fundiária rural e urbana. Essa lei que limita os processos de Reforma Agrária no país, dá anistia a grilagem realizada pelos latifundiários e incentiva a privatização de assentamentos rurais com a titulação das terras.

Fica evidente que a reportagem da imprensa golpista foi encomendada para atacar o MST e as famílias que vivem nos acampamentos e assentamentos da reforma agrária. Os ataques servem para que os planos de privatização dos assentamentos não sejam prejudicados.

As terras dos assentamentos pertencem ao Estado e são de usufruto das famílias sem-terra. O Estado deve zelar por essas terras através do Incra, que está sendo sucateado pelos generais bolsonaristas e latifundiários.

Na verdade, a direita que causa a venda de lotes. Em 2014, uma quadrilha formada por familiares do ex-ministro da agricultura Neri Geller (PMDB-MT) foi descoberta onde se utilizavam da influência financeira e política para aliciar e ameaçar posseiros da Reforma Agrária, obrigando-os a vender seus lotes a preços a preços irrisórios através da titulação de terras.

 

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