Dia 4 de dezembro, sem alarde, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recriou a comissão que deverá discutir o projeto da extrema-direita chamado de “Escola Sem Partido”. Rodrigo Maia deu assim um exemplo contundente de como o “centrão” impulsiona a extrema-direita e serve de sustentação para o bolsonarismo. Ano que vem vai começar quente com a extrema-direita renovando sua ofensiva para sufocar as escolas, buscando intimidar professores e o movimentos estudantil por meio de leis da repressão estatal, impondo uma ditadura no ambiente educacional.
As entidades de professores, apoiadas pela juventude, foram as responsáveis pelos maiores atos contra o governo durante esse ano, especialmente com os grandes protestos de maio. Não é por acaso que a extrema-direita se volta contra os professores e a juventude. São setores que os golpistas precisam tentar neutralizar em sua tentativa de impedir a reação popular às políticas neoliberais de Bolsonaro, Guedes e companhia. Sob o pretexto de combater uma suposta “doutrinação”, que não faz o menor sentido, a extrema-direita quer implantar a censura e a perseguição política dentro das escolas.
O objetivo da extrema-direita é calar toda a sociedade, controlando o ambiente escolar, censurando a cultura e fazendo uma ampla propaganda contra quem ousa contestar a política de ataques aos trabalhadores e liquidação das empresas nacionais. A única forma de impor um programa como esse é esmagando a população, e o programa “Escola Sem Partido”, mais apropriadamente chamado de Escola Com Fascismo, visa esse esmagamento.
Diante dessa ofensiva da extrema-direita, que não para de avançar todos os dias em algum sentido, é preciso organizar os trabalhadores para enfrentar a política dos golpistas. Os professores e estudantes não podem aceitar o Escola com Fascismo. é preciso enfrentar a extrema-direita nas escolas cada vez que tentarem calar um professor com pretextos de impedir uma suposta “doutrinação”. Além disso, é preciso fazer uma campanha nacional contra o projeto da extrema-direita.
Esse embate já aconteceu uma vez no governo Bolsonaro, que tem como prioridade atacar professores e estudantes. A mobilização foi capaz de impedir o avanço desse projeto, com embates contra a direita em várias escolas. Iniciativas como a do PCO, de criar uma linha de solidariedade para professores que se sentissem assediados por bandos direitistas, também foram fundamentais para derrotar essa ofensiva da direita durante 2019. Porém, ano que vem a direita vai redobrar sua ofensiva, e será necessário redobrar a luta contra a direita e a campanha contra o Escola Com Fascismo.





