Um balanço dos protestos contra o governo no dia 30, seja em comparação com os coxinhatos do dia 26, seja como continuidade dos atos do dia 15, deve indicar o seguinte: uma grande vitória da mobilização popular contra Bolsonaro e a direita golpista. Além da simples comparação em termos numéricos, com atos maiores no dia 30, tanto nas capitais quanto em várias cidades menores, há também a comparação da forma com que os atos foram convocados.
De um lado, os atos bolsonaristas tiveram apoio de dezenas de empresários e do próprio governo. A imprensa passou a apoiar dias antes, com a manobra de apresentar uma pauta menos anti-institucional para as manifestações. Mesmo assim, com imprensa, governo e capitalistas, além do dinheiro investido (caminhões de som, caravanas, cachê etc.), os atos bolsonaristas foram um fracasso e foram menores que os do dia 30.
De outro lado, o ato do dia 30 teve apenas um chamado da UNE. Diferentemente do que aconteceu no próprio dia 15, nos grandes protestos contra Bolsonaro que inauguraram essa nova fase de oposição ao golpe nas ruas, não houve uma participação determinante dos sindicatos de professores. Foram atos menos organizados, e que acabaram sendo imensos graças a uma aderência espontânea de amplos setores populares. Nesse sentido, os atos do dia 30 marcaram um avanço em relação ao próprio dia 15. Embora tenham sido menores, marcaram um avanço da mobilização e uma ampliação da adesão à oposição ao governo nas ruas.
O governo é impopular, não tem apoio e é extremamente rejeitado. A tendência à mobilização contra o governo já era favorável antes, como analisava este jornal, e agora está plenamente concretizada e em franca evolução. É o momento de aproveitar a iniciativa tomada nas ruas para derrotar o governo e impor uma derrota À direita golpista capaz de reverter o processo começado às vésperas do golpe de 2016. Revertendo o golpe de Estado com novas eleições gerais e Lula candidato. Fora Bolsonaro!





