A CUT convoca para o próximo dia de luta dos trabalhadores, 12 de julho, e divulga a programação.
Além de chamar todos para a rua no ato nacional em Brasília nesse dia, em conjunto com a União Nacional dos Estudantes (UNE), a central sindical orienta os trabalhadores a se mobilizarem em suas cidades e estados na coleta de assinaturas para o abaixo-assinado contra a reforma da Previdência, que será entregue ao Congresso Nacional no dia 13 de agosto.
O Secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre, acredita que o abaixo-assinado “é muito importante à pressão nos parlamentares em suas bases eleitorais, para convencer os indecisos de que esta reforma não é boa para a classe trabalhadora e conseguir mudar votos dos deputados e das deputadas que pretendem votar a favor do projeto de Bolsonaro”.
“Os trabalhadores e trabalhadoras também podem usar o sítio da CUT napressão, que tem ferramentas para enviar mensagens pelas redes sociais e por e-mail para os deputados e para as deputadas dizendo que não aceitaremos nenhum direito a menos”, afirmou Sérgio.
A posição do PCO na questão é apoiar totalmente a parte da mobilização nas ruas e, ao mesmo tempo, criticar as ilusões que a CUT e setores da esquerda têm de acreditar no parlamento para barrar a reforma da previdência e as medidas de Bolsonaro. Já passou da hora de se acreditar nas instituições. A força tem que vir das ruas.
Este é o planejamento das ações agendadas:
– Intensificar a coleta de assinaturas do abaixo-assinado contra o fim da aposentadoria nos locais de trabalho, nas praças e nos locais públicos todos os dias do mês de julho;
-Entregar os abaixo-assinados na sede nacional das Centrais Sindicais até o dia 8 de agosto;
-Entregar todos os abaixo-assinados no Congresso Nacional, em Brasília, no dia 13 de agosto;
– Apoiar e participar da luta dos professores, coordenada pela CNTE, que realiza em 13 de agosto, o Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação e da Previdência;
– Apoiar e participar da Marcha das Margaridas em 14 de agosto, também em Brasília;
– E continuar em estado de mobilização permanente com assembleias nos locais de trabalho, panfletagens e diálogo com a classe trabalhadora a fim de garantir uma aposentadoria digna para os trabalhadores e as trabalhadoras;
– Manter a pressão nas bases dos deputados.
A próxima reunião do Fórum das Centrais Sindicais será no dia 16 de julho, para avaliar o dia 12 e propor as próximas ações na luta contra a reforma da Previdência.
Algumas categorias já começaram a entregar assinaturas do abaixo-assinado. Representantes do Fórum dos Trabalhadores do Serviço Público do Estado de São Paulo entregaram 15.657 mil assinaturas do abaixo-assinado coletado pelas três sindicais que o Fórum representa.
Isso deve ser feito junto à mobilização de muita gente para sair às ruas de todo o País no ato nacional de Brasília, no dia 12 de julho, contra o fim da aposentadoria e para derrubar Bolsonaro.





