O texto-base da “reforma” da Previdência, aprovado no plenário da Câmara Federal no dia 10 de julho, aguarda as próximas etapas para consolidar o que já é uma das maiores operações de transferência de dinheiro dos trabalhadores para o bolso dos banqueiros e demais capitalistas, o que em outras palavras poderia ser definido como um assalto gigantesco ao mais elementar direito de todo trabalhador, que é a sua aposentadoria.
No entanto, esta ofensiva sem precedentes contra uma conquista histórica dos trabalhadores e do conjunto da população, é tão somente uma amostra do que se desenha para o momento imediato pós aprovação do ataque à Previdência. O ministro da economia, Paulo Guedes, já está a todo o vapor para anunciar um ataque ainda mais devastador à economia nacional, que são as privatizações das lucrativas e cobiçadas empresas estatais.
Estimativas ainda preliminares apontam que o programa de desestatização do governo poderá render um montante de R$ 450 bilhões. Além de empresas estatais de maior peso e lucratividade, o programa prevê também desinvestimentos, abertura de capital e vendas de participações minoritárias de estatais e suas subsidiárias. O ataque às estatais já compunha os planos do ministro “Chicago Boy” do governo desde quando Bolsonaro ainda era candidato, quando convidou Guedes para chefiar a economia; vale dizer, para comandar o ataque e a devastação contra os ativos nacionais e o patrimônio público estatal
A investida contra as estatais estava em “banho-maria”, apenas aguardando o momento oportuno para ser levado adiante. Paulo Guedes estava preocupado em não fazer “marolas” (em suas próprias palavras), pois na ordem do dia estava a necessidade da aprovação do projeto de “reforma” da Previdência. Agora, com o “terreno limpo”, Guedes e os golpistas partirão para a outra etapa da ofensiva, o ataque às estatais. Uma política criminosa e de terra arrasada contra o país e todo o povo brasileiro.
Portanto, este foi e continua sendo o sentido maior do golpe de Estado de 2016. Remover os obstáculos que impediam e dificultavam a implementação dos planos do imperialismo e da burguesia. Atacar os direitos e as conquistas dos trabalhadores, o que foi levado adiante, primeiramente, com a “reforma trabalhista”, que apenas suprimiu conquistas trabalhistas históricas dos trabalhadores e não abriu uma só vaga de emprego no país. A continuidade deste ataque monstruoso está expresso na “reforma” da Previdência, uma outra ofensiva igualmente criminosa contra a população pobre e oprimida do país. A ofensiva contra as estatais é parte e também continuidade deste plano sinistro dos golpistas, da extrema-direita, da burguesia e do imperialismo contra o país e os interesses de todo o povo trabalhador.





