O fascista Jair Bolsonaro planeja perdoar policiais responsáveis por massacres contra a população brasileira. Em um almoço com a imprensa, em que não era possível gravar ou anotar nada, o presidente ilegítimo declarou que pretende dar um indulto a policiais que tivessem cometido crimes, e que os nomes seriam surpreendentes.
Questionado se o indulto seria somente aos policiais de baixa patente ou se também atingiria os comandantes das ações, o golpista afirmou que daria o indulto até mesmo para o comandante Ubiratan caso esse estivesse vivo. O comandante foi quem orquestrou um dos maiores massacres da história da humanidade, quando 300 policiais invadiram o presídio do Carandiru e assassinaram 111 presos, muitos dos quais ainda não haviam sido julgados.
Além dos policiais do massacre do Carandiru, serão indultados os assassinos de 19 sem-terras no que ficou conhecido como “Massacre de Carajás”, em 1996. Nesse dia, 1500 sem-terras marchavam à Belem em um protesto que pedia mais velocidade nas desapropriações de terras. A policia militar atirou contra os manifestantes, matando 19 pessoas e deixando 60 feridos.
Outro caso de indulto será dado aos policiais que assassinaram Sandro do Nascimento, no dia 12 de junho de 2000, em que após sequestrar um ônibus da linha 174 no Rio de Janeiro, Sandro desceu do ônibus com uma refém. Um policial do Bope tentou acertar o sequestrador mas errou o tiro, o que assustou Sandro que disparou contra a refém. Sandro foi preso com vida, mas foi assassinado na viatura pelos mesmos policiais que erraram na ação que resultou na morte da professora Geisa Gonçalves. Esse caso se assemelha com o caso acontecido recentemente, em que a polícia do Rio de Janeiro assassinou o jovem Willian Silva que havia sequestrado um ônibus mas já não apresentava risco nenhum aos reféns.
Medidas como a de Bolsonaro tem a intenção de estabilizar sua situação que é crítica. O governo se encontra em um imensa crise por conta de seu programa de destruição dos direitos e de repressão à classe trabalhadora, por conta da situação dos incêndios na floresta amazônica e das revelações da Vaza Jato, em que fica provada a farsa da eleição que trouxe o fascismo para a presidência da república no Brasil.
A esquerda precisa agir com urgência e exigir o “Fora Bolsonaro”. Caso consiga estabilizar o governo, a tendência é de que o fascista feche o regime e leve o Brasil a uma ditadura militar sem precedentes, em que a polícia não só tenha passe livre para matar a população, mas também, possua o incentivo diário por parte do governo a fazer isso.





