Atos contra Bolsonaro foram enormes em todo o País

Atos gigantescos, em sua maioria estudantes, ocuparam as ruas de todas as regiões do País

Até o começo da noite dessa noite de quinta (dia 30), o nada confiável jornal golpista das organizações golpistas Globo, contabilizava atos em 25 Estados e no Distrito Federal. A União Nacional dos Estudantes (UNE), contabilizava manifestações em quase 200 cidades, na segunda grande jornada de luta contra o governo ilegítimo de Jair Bolsonaro e seus ataques contra os trabalhadores e a juventude.

Os atos se iniciaram pela manhã, em Brasília, Resultado de imagem para Atos Brasília 30 de Maioem importantes capitais do Nordeste, como Salvador – que teve mais de 20 mil presentes – e por cidades do interior de São Paulo e de diversas regiões do País e se espalharam ao longo do dia, terminando com os maiores atos de São Paulo e do Rio de Janeiro, que reuniram dezenas de milhares de participantes.

Nas capitais e no interior, mais uma vez um grito forte se destacou da animada cantoria e palavras-de-ordem levantadas pelos estudantes, universitários e secundaristas, com apoio dos trabalhadores da Educação e de diversas categorias que participavam das manifestações, o “Fora Bolsonaro”que, como sempre, assumia diversas formas. Em segundo lugar, nos gritos-de-guerra, nas faixas e camisetas vinha a defesa da liberdade de Lula, o já tradicional “Lula livre”.

As manifestações superaram, de longe, os mirrados atos coxinhas, do último domingo (26), de apoio a Bolsonaro, evidenciando que a polarização política está sendo puxada pela evolução à esquerda de amplas massas que vão concluindo, claramente, que a alternativa diante dos ataques do governo ilegítimo de Bolsonaro e de todo o regime golpista, é colocar para correr o atual governo e abrir caminho para uma alternativa dos explorados diante da crise.

Os atos mostraram a fragilidade da operação de “salvação” ou sobrevida para o governo Bolsonaro que os diversos setores golpistas procuram colocar em marcha, desde o começo da semana, em torno do anunciado “pacto”, envolvendo os chefes dos poderes do moribundo Executivo (dividido entre suas diversas alas), do reacionário e corrupto Legislativo (dominado pelo “centrão”) e do golpista e imperial Judiciário (claramente tutelado pelos militares).

Também mostraram a fragilidade da política reacionária de setores da esquerda burguesa e pequeno-burguesa que, mesmo com milhões mostrando que querem colocar abaixo o atual governo, atuam no sentido de uma política de conciliação e entendimento com o regime golpista, como se viu nessa semana quando dirigentes da ala direitista do PT (Haddad e outros) e do PCdoB (Flávio Dino) se reuniram com o chefe histórico dos tucanos, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, para debater a “frente ampla” com a qual buscam uma “saída” para a crise que não passe pela derrubada do governo pela mobilização popular e que aponta no sentido de colaborar com a reforma da Previdência e esperar pelas próximas eleições. E que se danem os estudantes, os trabalhadores e todo o povo que estão sofrendo pesadamente os resultados da ofensiva do regime golpista contra a economia nacional e contra todo o povo.

Mais uma vez, não foi nessa direção que a imensa maioria dos manifestantes apontou, muitas das vezes desconsiderando a tentativa das direções dos atos de aceitar a orientação política da Globo e de toda a direita de que os protestos deveriam se ater à questão da Educação.

Manifestantes lotam a Avenida Presidente Vargas, no centro do Rio. Estudantes, professores e profissionais da educação voltaram às ruas de todo o país nesta quinta-feira, 30 de maio, em manifestações em defesa da educação e contra a reforma da Previdência Foto: Marcelo Regua / Agência O GloboNão foi para isso que centenas de milhares de pessoas foram às ruas. Foi para lutar pela derrubada do governo. Para dar um basta ao regime que está destruindo o País e fazendo as condições de vida e trabalho da imensa maioria retroceder como nunca em toda a história do País.

Os grandes atos desse dia 30, juntamente com os do dia 15 – e ante o fracasso das manifestações da direita – impulsionam a continuidade Ato no Largo da Batata contra o corte de verba para educação. Foto: Edilson Dantas / Agencia O Globoda luta que tem como próximo eixo de mobilização o dia nacional de paralisação, a greve geral, do dia 14 de junho. Que precisa ser um primeiro passo para uma greve geral de verdade, por tempo indeterminado, até a derrota cabal dos ataques do governo Bolsonaro e sua queda.

A tarefa é impulsionar uma grande mobilização nos locais de trabalho, estudo e moradia, para parar todo o País, reforçar a unidade dos trabalhadores e da juventude, enterrar a perspectiva fracassada de conciliação com os golpistas e fortalecer a luta por uma alternativa dos explorados e de suas organizações de luta: a derrubada do governo Bolsonaro e de todos os golpistas, a conquista da liberdade de Lula e de eleições gerais, com Lula candidato.

 

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