Ainda que pequenos, os protestos contra a arbitrariedade do Supremo Tribunal Federal de manter o ex-presidente Lula preso,
enquanto aguarda o julgamento do pedido de suspeição do ex-juiz e a atual ministro, Sérgio Moro, realizados Em Brasília, em frente ao STF; em Curitiba, em frente à carceragem da Polícia Federal; em São Paulo, em
frente ao MASP; além de diversas outras capitais e cidades do interior de várias regiões do País, na última terça (dia 25), mostraram uma significativa disposição de luta do ativismo dos Comitês de Luta Contra o Golpe e por Lula Livre, espalhados por todo o País.
Os atos não foram maiores porque não foram amplamente convocados e impulsionadas pelas principais direções da esquerda que, na imensa maioria dos casos, sequer participaram dos eventos. Evidenciando por um lado, e no melhor dos
casos, a ilusória crença de que a solução para a libertação de Lula, poderá advir do convencimento dos ministros golpistas do STF, diante de fatos, evidências e apelos dos advogados sem uma grande mobilização popular e, por outro, no abandono da defesa de Lula, da parte de políticos de esquerda que “eram” Lula na eleição, mas que – agora – estão mais ocupados em apoiar o governo na questão da reforma da Previdência contra a posição de Lula, da esquerda e das organizações de luta dos trabalhadores ou em buscar uma aliança com setores golpistas, como FHC, seu PSDB etc. contrários à libertação de Lula.
A decisão do STF mostrou a Corte, uma vez mais, curvada diante da vontade expressa dos militares de que se negasse os direitos constitucionais de Lula e de todos os brasileiros. A manobra do adiamento, reafirma pela enésima vez mais que a liberdade do ex-presidente, em plena vigência do regime golpista, não pode vir de articulações no judiciário, congresso e outras instituições dominadas pelos golpistas.
Em tais condições, as organizações de luta dos trabalhadores e de defesa dos interesses democráticos do povo precisam intensificar – e muito – sua organização (principalmente nos Comitês de Luta) para exigir, por meio de uma ampla mobilização, a imediata libertação do ex-presidente e de todos os presos políticos, bem como o fim da operação lava jato e a anulação de todos os processos fraudulentos por ela levados adiante.
Essa medida democrática, bem como a necessária derrubada do governo ilegítimo (“fora Bolsonaro e todos os golpistas”), só pode ser conquistada por meio de uma gigantesca mobilização popular, nas ruas, superando a ilusão de que o judiciário golpista e demais instituições do regime possam ceder aos “fatos” e “à Lei”.
Um passo importantes nesse sentido é a organização de uma grande ato em Curitiba, no próximo dia 16 agosto, com caravanas de todo o País, como está sendo proposto pelo Partido da Causa Operária e pelos Comitês de Luta Contra o Golpe.





