Um relatório publicado esta semana, produzido por uma empresa de Consultoria de Investimentos, a Eurasian Group, ou seja, um grupo ligado aos grandes capitalistas internacionais, afirmou que a liberdade do ex-presidente Lula pode causar um impacto profundamente negativo na aprovação da “reforma” da previdência no Congresso Nacional. O relatório toma como base a possibilidade de Lula pedir a progressão para o regime semiaberto. O relatório afirma ser “pouco provável” que Lula seja solto da prisão em um “curto prazo de tempo”.
Ao mesmo tempo reconhece que a presença do principal liderança política do país na política nacional, na imprensa, “fortaleceria a oposição ao governo, às deliberações da reforma no Congresso.”
O relatório foi produzido dias depois da primeira entrevista gravada do ex-presidente Lula após a sua prisão em 2018. A entrevista de Lula foi assistida por milhares de pessoas em todo mundo e divulgada pelos principais jornais. As posições e orientações defendidas pelo ex-presidente podem se tornar uma ameaça a política golpista de destruição dos direitos do povo. O próprio relatório reconhece também que no caso da “reforma”a chamada “opinião pública” é o fator determinante.
O relatório de um modo geral é um reconhecimento dos grandes capitalistas do poder de mobilização que tem o ex-presidente Lula. Isto explica a sua prisão política após o processo jurídico farsesco, o fato de ter sido arbitrariamente impedido de participar das eleições e de ser mantido preso pelos golpistas. Lula é o pólo oposto do governo Bolsonaro e de todo golpe de estado. Na medida que o governo ilegítimo entra em crisem, o apoio a Lula tende a crescer. É preciso impulsionar a luta pela liberdade de Lula, vinculada a luta contra a “reforma” da previdência e pela derrubada do governo.





