Agora: Moro se contradiz ao depor na CCJ do Senado

Da redação – O ministro da Justiça, o golpista Sergio Moro, depõe agora na CCJ do Senado, sobre troca de mensagens com coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol.

Vale ressaltar, inicialmente, que o depoimento do ex-juiz que prendeu sem provas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mais parece um “bate-bola” de senadores de direita com o depoente para enganar mais uma vez o povo brasileiro. O golpista já afirmou diversas vezes que está sendo vítima de ‘sensacionalismo’ por causa da série de reportagens divulgadas pelo site Intercept Brasil, porém, o que a Lava Jato fez até hoje se não sensacionalismo barato contra toda a esquerda.

Alguns pontos interessantes do início de sua fala sobre o uso do Telegram, passam pela afirmação que o mesmo não o utiliza mais desde 2017 e que um hacker teria criado uma conta em seu nome. Configurou, assim, como um “grupo criminoso” que acessou a troca de mensagens dele com procuradores e cometeu uma “baixeza” para “minar os esforços anticorrupção”.

Sobre as contradições nas falas, Moro afirma: “não tenho como verificar a autenticidade das mensagens”; e depois: “posso ter dito alguma coisa”, mas “de algumas não me lembro”.

Em alguns momentos defendeu que as mensagens teriam sido modificadas, ou que teriam sido criadas, para depois voltar a dizer que foi invadido e divulgado, entrando em contradição por diversas vezes nas horas em que se decorre o depoimento.

Sobre o Intercept Brasil, acusou que “o veículo não me consultou, violando uma regra básica do jornalismo”. Porém, aqui vale relembrar aos esquecidos, que os juizes espionaram a presidenta eleita e vazaram áudios de Lula e Dilma, passando por cima da lei. É claro, quando interessa a direita, a lei não existe, falam em democracia, mas passaram por cima dos direitos de Lula para prendê-lo antes das eleições.

“Este é um ataque a instituições”, acrescentou o golpista que rasgou a Constituição e o Código Penal diversas vezes.

E para o deleite dos telespectadores, o golpista afirmou, cinicamente, e sem exitar, que é comum juizes brasileiros conversarem com policiais, advogados, procuradores, pois nossas instituições seriam diferentes do resto de todo o mundo.

“Não é incomum juiz conversar com policiais, advogados, procuradores sobre diligências que vão ser requeridas ou cumpridas. Isso é absolutamente normal, corriqueiro na tradição jurídica brasileira”, disse.

Essas foram as falas iniciais do ministro, que, lembremos, foi premiado com o cargo por Bolsonaro e após serviços prestados aos EUA.

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