A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o Sindicato dos Petroleiros RJ anunciaram greve nacional da categoria a partir do próximo sábado (26). Uma das mais importantes categorias operárias do País, os petroleiros podem ser a ponta-de-lança para a entrada em cena de outras categorias, que, também estão sob ameaça de privatização, não tiveram suas reivindicações atendidas e estão sujeitas à política patronal de impor profundas alterações no acordo de trabalho, conforme estabelecido pela reforma trabalhista imposta pelo golpe.
Os trabalhadores do ramo do petróleo é um dos setores mais atacado pelo golpe que derrubou a ex-presidente Dilma Rousseff. Um dos principais objetivos do golpe, o desmonte da Petrobrás, visa atender diretamente as grandes empresas dos países imperialistas. A política do golpe é a de privatizar a Petrobrás “por dentro”, ou seja, com a venda das subsidiárias, como a BR Distribuidora, das refinarias, o “leilão” do pré-sal – um desmonte semelhante ao que foi feito com o sistema Telebrás. No final da contas, a Petrobrás, caso os golpistas sejam vitoriosos, não será mais que um arremedo de empresa pronto para ser extinta pelo governo.
As conseqüências da política de liquidação da Petrobrás não se resume à própria empresa e suas subsidiárias. Estima-se que dentro da cadeia produtiva, direta ou indiretamente ligada à indústria do petróleo, mais de 2 milhões de trabalhadores perderam o emprego por conta do desinvestimento feito pela Empresa em setores essenciais para a expansão da produção e beneficiamento do petróleo, principalmente após as descobertas do pré-sal. Áreas como da construção civil, construção naval, petroquímica, simplesmente desapareceram eu estão em vias de desaparecer. Com elas, toda a cadeia produtiva que servia como base para esse crescimento. Em outras palavras, é uma política consciente por parte do golpe de destruição da economia nacional que, quando muito, será ocupada parcialmente pelas grandes empresas do imperialismo, ou simplesmente liquidadas, fazendo com que o Brasil retroceda em décadas, tornado-se um mero exportador de matérias-primas, em um setor estratégico do ponto de vista da economia mundial.
Segundo a FUP, desde maio, a federação e os sindicatos buscam negociar com o governo. Nesse período, não apenas nada avançou, como a mediação do TST apenas ratifica a perde de direitos dos trabalhadores, uma questão chave para o governo avançar no desmonte da Petrobrás. Entre outras medidas “impostas”pela empresa e a maioria sacramentada pelo TST, está o reajuste salarial da categoria correspondendo apenas à 70% da inflação; a liquidação do acordo coletivo de trabalho, com a retirada de direitos históricos conquistados, o aumento em 17% no plano e assistência médica, a não extensão do acordo para os trabalhadores das subsidiárias e da Araucária Nitrogenados, que sequer receberam proposta alternativa, além das perseguições nos locais de trabalho, fechamento de postos de serviço, planos de demissões voluntárias.
Na contrapartida dessa situação, existe uma disposição de luta crescente dos petroleiros. A proposta alternativa do TST foi repudiada nacionalmente. Salvo, o setor administrativo da Petrobrás, todos os sindicatos do País aprovaram a paralisação.
Como dito acima, a greve dos petroleiros pode significar a entrada em cena do poderoso movimento operário brasileiro. Ele deve ser apoiada não apenas em palavras, em discursos, mas com uma mobilização que envolva de imediato os trabalhadores das empresas estatais que estão em vias de serem privatizadas, como os Correios, a Eletrobrás, os bancos públicos, centenas de empresa no âmbito estadual. À CUT, cabe um papel central nessa mobilização. Dar um caráter unitário a todo esse movimento é o único caminho progressista para a maior central da América Latina. A unidade de um conjunto de categorias que estão sob o mesmo ataque é a base sobre a qual é possível erguer um grande movimento para por abaixo o golpe, pelo Fora Bolsonaro e pela Liberdade de Lula.
Não as privatizações;
Abaixo a macabra Reforma Trabalhista;
Pela redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais, contra o o desemprego;
Pelo atendimento das reivindicações específicas de cada categoria;
Fora Bolsonaro;
Liberdade para Lula;
Eleições gerais com Lula candidato.





