Lula está livre, mas contra ele pesam ainda oito processos movidos pelo Judiciário golpista. A burguesia está disposta a todas as manobras possíveis e impossíveis para tirar Lula da vida política nacional. E tem pressa. Já estamos nos preparativos para as eleições municipais de 2020, e Lula solto, fazendo política, cria uma dificuldade a mais para os candidatos da direita.
É preciso ter ciência de que Lula não foi absolvido do primeiro processo, que segue tramitando. Isto significa que, segundo a famigerada “Lei da Ficha Limpa”, ele não poderá se candidatar nas próximas eleições presidenciais. Significa, também, que o Supremo pode condená-lo pelo processo do “triplex”, e inclusive mandá-lo para uma prisão militar ou federal, altamente isolada ou no interior do País.
Por isso, parafraseando o próprio Lula, “a luta continua”. A luta pela anulação completa de todos os processos contra Lula deve continuar. Essa foi a conclusão alcançada pelos comitês de luta e militantes de esquerda presentes à 2a Conferência Nacional de Luta, organizada pelo PCO no último fim de semana.
E esta luta precisa ser travada nas ruas, provocando um desgaste que inviabilize a continuidade das operações golpistas. Nada será resolvido com protocolos ao Poder Judiciário, que foi e continua sendo um dos pilares do golpe e um dos sustentáculos do fascismo. Manobras institucionais não fazem nem cócegas a estes mafiosos. É preciso produzir um custo à sua atividade. É preciso desgastar as forças de repressão. É preciso parar a cidade. É preciso expor os golpistas até que eles tenham medo de sair às ruas e vergonha de aparecer em público. O Judiciário mostrou não ter pudor de violar as regras constitucionais. Se ele não se pauta pela justiça, só resta ao povo a alternativa de impor a justiça à força.





