Uma mudança de posição na Casa Branca não basta para encerrar a guerra da Ucrânia. Donald Trump voltou a pressionar Vladimir Zelensqui por um acordo, segundo análise de Fiodor Lukianov publicada pela RT. O articulista sustenta que governos europeus resistem a termos que consideram favoráveis à Rússia e que as conversas continuam sem resolver as garantias militares exigidas para uma paz duradoura. As negociações não são públicas em todos os seus detalhes; essas são as avaliações do autor.
Lukianov relaciona a pressa de Trump à política interna norte-americana e à busca de um resultado diplomático. Também afirma que o presidente se irritou com a continuidade dos ataques ucranianos à infraestrutura energética russa. Uma pressão mais forte sobre Quieve, entretanto, encontraria resistência entre os apoiadores europeus de Zelensqui e dentro do próprio aparelho político dos Estados Unidos.
O território sob controle de cada lado ocupa parte das discussões. Outra parte diz respeito ao que acontecerá depois de uma suspensão dos combates. Sem garantias aceitas pelos participantes e sem limites para a presença de forças hostis, uma trégua poderá servir apenas para preparar outra fase da guerra. O artigo menciona a expectativa de uma reunião técnica trilateral em novembro, sem anunciar qualquer acordo fechado.
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) está no centro desse impasse. A Rússia exige a neutralidade da Ucrânia e apresenta a expansão da aliança em direção às suas fronteiras como ameaça à própria segurança. Governos europeus querem conservar meios de influência militar sobre Quieve.
Enquanto essas posições permanecerem incompatíveis, declarações favoráveis à paz terão pouco efeito sobre os combates. O que decidirá o rumo das negociações serão os compromissos concretos sobre território, armamentos e a relação da Ucrânia com a OTAN.





