Jornadas contínuas de 14 ou 17 horas estão entre os motivos apresentados pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS) para convocar uma greve em Portugal. A paralisação está marcada para 2/11 e deverá durar 24 horas. O sindicato exige a contratação de pessoal para reduzir a dependência de turnos suplementares.
A pauta inclui um cartão-refeição diário de 10,20 euros sem imposto, a reposição de pontos retirados no sistema de avaliação e a preservação dos pontos conquistados por trabalhadores que mudaram de carreira ou passaram por contratos temporários. Servidores não devem recomeçar do zero a cada mudança administrativa. O STTS também cobra a regularização de avaliações atrasadas.
Para os técnicos auxiliares de saúde e enfermagem, o sindicato reivindica o pagamento de subsídio de risco e a revisão de condições previstas em acordo coletivo. A falta de pessoal pesa especialmente em serviços que não podem simplesmente fechar ao fim do expediente. O aviso de greve prevê, por isso, serviços mínimos em atividades ininterruptas e a continuidade de tratamentos como quimioterapia, imunoterapia e hemodiálise.
O governo português costuma contar com a dedicação dos empregados para cobrir postos vagos. Essa solução tem um custo: jornadas extenuantes, direitos de carreira pendentes e equipes insuficientes para atender a população. Os trabalhadores apresentam agora uma pauta que a administração pode responder item por item.
A greve foi convocada para abranger diferentes vínculos e carreiras representados pelo STTS, inclusive empregados que não são filiados ao sindicato. Em 2/11, serão eles a decidir como exercer o direito de paralisar e exigir contratações, remuneração e condições de trabalho.





