O Escritório de Imprensa dos Prisioneiros Palestinos (Asra Media Office) denunciou agressões de carcereiros de “Israel” contra mulheres palestinas mantidas nas prisões do regime sionista. Segundo a organização, agentes penitenciários arrancaram à força os véus das detentas e utilizaram gás lacrimogêneo e spray de pimenta em locais de detenção. Dezessete mulheres foram colocadas em isolamento; outras passaram mal durante as agressões denunciadas.
O ataque às mulheres não se resume à violência física. Arrancar seus véus, impor isolamento e lançar produtos químicos em espaços fechados são métodos de humilhação contra pessoas que já se encontram desarmadas e inteiramente submetidas à autoridade dos carcereiros. A punição se estende da privação de liberdade à tentativa de aterrorizar as presas.
As denúncias se somam a relatos anteriores. Em julho, o DCO publicou o testemunho da prisioneira Shahd Muhammad Adi, de 23 anos, transmitido pelo advogado Hasan Abbadi. Ela descreveu entradas noturnas nas celas, agressões, ameaças com cães e armas e obstáculos ao atendimento médico. Na ocasião, organizações palestinas informavam que as forças israelenses impediam visitas independentes aos prisioneiros desde outubro de 2023.
Dados da Sociedade dos Prisioneiros Palestinos referentes ao início de julho indicavam 99 mulheres encarceradas. Havia, segundo a entidade, menores de idade, gestantes e mulheres com câncer. O levantamento é anterior à denúncia atual, mas ajuda a compreender quem está sujeito ao sistema penitenciário da ocupação: não apenas integrantes de organizações políticas, mas estudantes, mães e familiares de pessoas perseguidas.
“Israel” também utiliza a chamada detenção administrativa, que permite manter palestinos presos sem acusação formal ou julgamento, com base em provas que podem permanecer inacessíveis à defesa. Ordens desse tipo podem ser renovadas sucessivamente. A liberdade do prisioneiro deixa de depender de uma condenação e passa a ficar subordinada a decisões das autoridades de ocupação.
O encarceramento em massa integra a guerra contra a população palestina. Enquanto os bombardeios e as operações militares atingem famílias em Gaza e na Cisjordânia, os presídios são utilizados para intimidar aqueles que já foram capturados. O Asra Media Office exige que a situação das 17 mulheres isoladas seja acompanhada e que as demais prisioneiras não continuem expostas à arbitrariedade dos agentes penitenciários.





