O secretário-geral do Hezbollah, xeique Naim Qassem, criticou as negociações mantidas pelas autoridades libanesas com “Israel” e afirmou que o País não deve aceitar novas concessões enquanto permanece sob ataque.
Qassem fez as declarações durante uma cerimônia realizada em Beirute por ocasião do aniversário do profeta Maomé.
Segundo o dirigente, as negociações diretas não fizeram cessar as agressões israelenses e deram ao Estado sionista vantagens sem uma contrapartida ao Líbano.
“Quem autorizou vocês a abrir mão da soberania?”, perguntou Qassem ao criticar os responsáveis pelas conversações.
O Hezbollah continua aceitando a aplicação do acordo de 27 de outubro de 2024 no quadro da Resolução 1701 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Qassem, porém, rejeitou a adoção de um novo acordo que retire do Líbano meios de defesa enquanto “Israel” continua realizando ataques.
Ele também negou que a Resistência esteja procurando iniciar uma nova guerra. Segundo o dirigente, o que existe atualmente é uma agressão israelense contínua, com momentos de maior ou menor intensidade.
Qassem relacionou a ofensiva contra o Líbano ao projeto dos Estados Unidos e de “Israel” para submeter a região. Citou a resistência desenvolvida na Palestina, no Líbano, no Iêmen e no Iraque, além da atuação do Irã, como obstáculos a esse plano.
A desmobilização do Hezbollah é justamente uma das principais exigências feitas ao Líbano pelos Estados Unidos e pelo regime sionista. Qassem deixou claro que a organização não aceitará entregar as armas em troca de promessas enquanto o território libanês continuar sob agressão.





