Cerca de 150 mil israelenses deixaram “Israel” nos últimos três anos, numa onda de emigração fora do padrão histórico do Estado sionista. O crescimento das saídas coincide com a crise aberta pela guerra em Gaza e com a ampliação dos ataques do Eixo da Resistência contra o território ocupado.
A estimativa indica que aproximadamente 100 mil pessoas emigraram em 2023 e 2024. Outras 45 mil a 50 mil teriam deixado o país no ano seguinte.
O movimento ganhou força a partir de outubro de 2023. A guerra desencadeada contra os palestinos deixou de permanecer confinada à Faixa de Gaza: o Hesbolá abriu uma frente no norte, a resistência iemenita entrou no conflito e o Irã passou a atingir diretamente “Israel”.
Milhares de mísseis foram lançados contra o território ocupado durante esse período. A população israelense, acostumada durante décadas à propaganda de que viveria num porto seguro cercado por povos indefesos, passou a conviver com sirenes, abrigos e sucessivos ataques.
Somente em outubro de 2023, cerca de 14 mil israelenses deixaram o país.
A emigração também atinge trabalhadores qualificados e profissionais de alta renda, levantando o temor de uma fuga de cérebros. Soma-se a isso a crise política interna, o aumento do custo de vida e o desgaste provocado pelo governo de Benjamin Netanyahu.
O fenômeno atinge uma das bases da própria ideologia sionista. “Israel” foi construído mediante a atração permanente de judeus de outros países para ocupar a Palestina. Agora, ocorre o movimento contrário.
A resistência palestina e seus aliados mostraram que o Estado sionista não pode massacrar impunemente os povos da região sem que a guerra chegue também ao território ocupado. Diante dessa nova realidade, dezenas de milhares estão preferindo ir embora.





