O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Jurídicos e Internacionais, Kazem Gharibabadi, denunciou a postura dos governos da França e do Reino Unido diante dos crimes cometidos por “Israel” contra o povo palestino.
A declaração veio depois que mais de cem antigos diplomatas britânicos e franceses advertiram que a política israelense caminha para a “limpeza étnica” e o “apagamento da Palestina”.
Para Gharibabadi, Londres e Paris não podem apresentar declarações de preocupação enquanto continuam sustentando o Estado sionista.
“Continuar enviando armas e fornecendo qualquer tipo de apoio ao regime é uma escolha deliberada de colaboração e participação na prática dos crimes do regime sionista”, afirmou o diplomata iraniano.
Os antigos integrantes dos serviços diplomáticos defenderam medidas concretas, incluindo a interrupção do envio de armas e ações contra o comércio ligado aos assentamentos israelenses nos territórios ocupados.
A denúncia iraniana atinge diretamente a duplicidade das potências imperialistas europeias. Seus governos adotam um discurso cada vez mais crítico quando as atrocidades israelenses se tornam impossíveis de esconder, mas evitam romper o apoio que permite ao regime continuar a guerra.
Benjamin Netanyahu já declarou que não permitirá a criação de um Estado palestino. A ofensiva em Gaza e a ocupação do restante dos territórios palestinos mostram o conteúdo dessa política.
Se os próprios ex-diplomatas de França e Reino Unido falam em limpeza étnica e apagamento da Palestina, “expressar preocupação” enquanto se continua ajudando “Israel” não é oposição aos crimes. É participação política em sua continuidade.





