Dirigentes do Likud estão discutindo uma fórmula de revezamento entre Benjamin Netanyahu e Gadi Eisenkot no cargo de primeiro-ministro de “Israel”. A informação foi publicada pelo jornal israelense Jerusalem Post.
O plano seria colocado em prática caso nenhum dos principais agrupamentos consiga reunir os 61 deputados necessários para formar um governo.
Uma das hipóteses prevê Netanyahu permanecendo inicialmente como primeiro-ministro e transferindo depois o cargo para Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas israelenses e atual dirigente do partido Yashar.
Também está em discussão a possibilidade de Netanyahu assumir posteriormente a Presidência, após o término do mandato de Isaac Herzog. Segundo integrantes do Likud citados pela imprensa israelense, essa transferência funcionaria como uma garantia de que o revezamento seria cumprido.
O partido procura evitar a repetição do acordo firmado com Benny Gantz em 2020. Na ocasião, também havia sido acertada uma alternância no governo, mas Netanyahu não entregou o cargo.
A situação judicial do primeiro-ministro aparece entre os obstáculos à manobra. Uma eventual ida à Presidência dependeria de um arranjo para seus processos criminais.
A negociação ocorre em meio às dificuldades do regime sionista depois de anos de guerra e de uma crise política prolongada. A possível entrada de Eisenkot não representaria uma mudança fundamental de política. Como antigo comandante das Forças Armadas, ele é uma figura central do próprio aparelho militar israelense.





