Os trabalhadores da Eletronuclear aprovaram uma greve por tempo indeterminado a partir da 0 hora de terça-feira, 1º de setembro. A decisão foi comunicada à direção da empresa na sexta-feira (28).
A paralisação ocorre após o impasse nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho. Os funcionários afirmam que não houve uma proposta satisfatória capaz de preservar as condições estabelecidas para a categoria.
O comunicado foi encaminhado pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica nos Municípios de Parati e Angra dos Reis (Stiepar).
Mesmo com a greve, serão mantidos os funcionários necessários às atividades de operação e segurança nuclear. Os setores indispensáveis trabalharão em turnos de 12 horas.
A Eletronuclear administra as usinas Angra 1 e Angra 2, responsáveis por aproximadamente 3% da energia elétrica consumida no País.
O sindicato declarou que permanece disposto a negociar. A empresa, por sua vez, solicitou a mediação do Tribunal Regional do Trabalho, que marcou uma audiência para segunda-feira (31), na véspera do início da paralisação.
A manutenção dos setores de segurança desmonta antecipadamente qualquer tentativa de apresentar a greve como ameaça ao funcionamento seguro das usinas. Os trabalhadores decidiram parar justamente depois de esgotarem as negociações, preservando as atividades que não podem ser interrompidas.





