No dia 8 de agosto de 2026, em São Paulo, ocorreu o lançamento nacional da candidatura de Rui Costa Pimenta, presidente do Partido da Causa Operária (PCO), à Presidência da República.
No dia 15 de agosto de 2026, no Rio de Janeiro, ocorreu o lançamento das candidaturas fluminenses. Como jornalista/colunista do Diário da Causa Operária (DCO), estive presente ao evento, acompanhando de perto esse importante acontecimento político. O encontro contou com a presença de Rui Costa Pimenta, que realizou, excepcionalmente no Rio de Janeiro, a tradicional Análise Política da Semana.
Também estiveram presentes Luan Monteiro, candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, além de correligionários, militantes e candidatos aos demais cargos em disputa.
Rui Costa Pimenta havia passado recentemente por um momento delicado, marcado pela invasão de sua residência, em São Paulo, pela Polícia Federal, em uma ação relacionada a uma questão eleitoral.
Durante o evento, Rui Costa Pimenta discorreu sobre diversas nuances sociopolíticas do cenário nacional e internacional, abordando especialmente as dificuldades enfrentadas pelo povo brasileiro em relação à igualdade social.
O presidente nacional do Partido da Causa Operária denunciou, durante o programa Análise Política da Semana, da Causa Operária TV (COTV), a operação da Polícia Federal realizada contra ele e outros militantes do Partido na terça-feira, dia 11. Pimenta relatou como ocorreu a ação em sua residência, respondeu às acusações divulgadas pela imprensa e sustentou que o inquérito procura transformar atividades normais e legais de um partido político em indícios de uma suposta organização criminosa.
Em termos de demanda eleitoral, observa-se que, geralmente, os futuros mandatários ou legisladores se valem de um bisturi que pode cortar demais na hora da cirurgia sobre o corpo popular, doente e crônico. Ou seja, nosso povo continua, muitas vezes, distraído e inocente na hora de escolher aquilo que realmente é premente para seu bem-estar social.
É notório que existe uma oligarquia, um clã, uma bolha — ou como desejarem chamar os gerentes do poder senhorial interno e externo.
E nem sempre o termo esquerda se coaduna com o perfil revolucionário de uma luta transformadora real pelo direito da população socialmente desprivilegiada.
O posicionamento do companheiro Rui Costa Pimenta foi claro em seu pronunciamento. O dirigente centrou fogo nas pressões econômicas sobre os trabalhadores, mencionando a inflação, o custo de vida e a precarização, além de defender um salário mínimo vital nos moldes calculados pelo DIEESE.
O quesito do salário mínimo, minúsculo e insuficiente para a sobrevivência, é uma das questões fundamentais, quando se trata de mudança estrutural. Em minha opinião, o mesmo se aplica à situação de milhares de funcionários públicos aposentados.
É nesse ponto que considero importante trazer ao debate uma questão que também venho defendendo publicamente.
Em coluna publicada no Diário da Causa Operária e no Brasil 247, no artigo intitulado “Civil Courage: a coragem civil individual”, escrevi:
«“A resistência também é um conceito amplo. Em uma sociedade democrática, resistir não significa romper com as instituições, mas utilizá-las para questionar decisões e caminhos que possam produzir injustiças. A verdadeira não capitulação ocorre quando o cidadão deixa de ser apenas observador e passa a participar da construção da realidade que o cerca.”»
Foi inspirada por esse princípio que apresentei uma Ideia Legislativa no portal e-Cidadania do Senado Federal. A proposta busca revogar os dispositivos da Emenda Constitucional nº 103/2019 que reduziram o valor das aposentadorias por incapacidade permanente dos servidores públicos, restabelecendo uma proteção previdenciária mais ampla e propondo a avaliação da criação de um adicional para aposentados que comprovem necessidade permanente de cuidados ou despesas extraordinárias decorrentes da incapacidade.
Promulgada em 2019, durante o governo federal então em exercício, a Emenda Constitucional nº 103 promoveu profundas alterações no sistema previdenciário brasileiro. A meu ver, as mudanças relacionadas às aposentadorias por incapacidade permanente representaram um sensível enfraquecimento da proteção social destinada aos servidores que se encontram em condição de extrema vulnerabilidade.
A injustiça é impiedosa. E, em nome das vítimas dos dispositivos da Emenda Constitucional nº 103/2019, solicito aos progressistas do Brasil 247 e de veículos afins, e especialmente ao presidenciável Rui Costa Pimenta, político e jornalista, assim como aos nobres companheiros do PCO, que assinem e apoiem a Ideia Legislativa “Revogar os dispositivos da Emenda Constitucional nº 103/2019 que reduziram o valor das aposentadorias por incapacidade permanente dos servidores públicos”.
Apoie a proposta da jornalista Valéria Guerra Reiter pelo portal e-Cidadania do Senado Federal. Dessa forma, você estará exercendo sua civil courage, sua coragem civil.
A passividade diante do caos também pode ser um ato antidemocrático.





