A operação da Polícia Filial contra o Partido da Causa Operária (PCO) e seu presidente nacional, Rui Costa Pimenta, provocou reações de organizações e publicações políticas. Nos dias seguintes à ação policial, a Organização Marxista Proletária (OMP), o Jornal Água Verde e o jornal A Nova Democracia manifestaram-se contra a perseguição ao Partido.
A ofensiva começou no dia 11 de agosto, quando a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em São Paulo, inclusive na residência de Rui. Também foram determinadas medidas como bloqueio de contas, indisponibilidade de bens e afastamento cautelar de dirigentes. A investigação envolve despesas eleitorais que, no entanto, foram declaradas e correspondem a serviços efetivamente realizados.
A reação de A Nova Democracia ocorreu dois dias depois. O jornal publicou uma reportagem sobre o caso e, mesmo ressaltando divergências políticas de princípio com o PCO, posicionou-se contra a tentativa de transformar o Partido em organização criminosa. A publicação considerou a ofensiva uma expressão do caráter antidemocrático do regime político brasileiro.
“Em que pesem nossas divergências em questões de princípio, o jornal A Nova Democracia repudia a tentativa de criminalização do PCO, a qual demonstra a falsa democracia que existe no país”, afirma a publicação.
O posicionamento é significativo justamente porque parte de uma importante publicação de esquerda que não compartilha determinadas ideias do PCO. Diante de uma ação do aparelho repressivo do Estado contra uma organização política, as divergências não impediram A Nova Democracia de repudiar a tentativa de criminalização.
OMP divulga carta de solidariedade
No dia seguinte, 14 de agosto, foi a vez da Organização Marxista Proletária. A OMP divulgou uma carta dirigida a Rui Costa Pimenta e ao PCO, relacionando a perseguição sofrida pelo Partido à sua luta contra o imperialismo.
Publicamos abaixo a carta na íntegra:
OMP
TODA SOLIDARIEDADE AO PCO
A Organização Marxista Proletária (OMP) manifesta total solidariedade ao companheiro Rui Costa Pimenta e ao PCO pela perseguição política desencadeada pelo estado burguês.
Sabemos que todos que se colocam contra as políticas do imperialismo são e continuarão sendo perseguidos, na tentativa de nos calar. Esta perseguição explicita que as assim chamadas liberdades democráticas e de expressão, sob o controle do capital, não passam de um engodo e de nuvem de fumaça para ludibriar o proletariado e envolvê-lo na institucionalidade burguesa.
Não passarão!
Pela construção do partido marxista clandestino!
Pela Revolução Proletária!
Rio de Janeiro, 14 de agosto de 2026.
Jornal Água Verde chama apoio ao PCO
O Jornal Água Verde também entrou na campanha. No domingo (17), a publicação curitibana divulgou um chamado de apoio a Rui Costa Pimenta diante dos processos e das medidas adotadas contra o PCO.
O jornal relacionou a perseguição às posições de Rui contra o sionismo e em defesa do povo palestino. Também chamou atenção para o bloqueio das contas e para a entrada da Polícia Federal no caso, defendendo uma campanha para auxiliar os perseguidos e ampliar a denúncia pública.
“A perseguição em curso contra o líder político e jornalista Rui Costa Pimenta é um ataque deliberado à liberdade de expressão no país. É uma campanha covarde financiada pela banda podre da nossa sociedade: os defensores do genocídio sionista na Palestina ocupada”, afirma a nota do jornal.
“É hora de enfrentar os processos sofridos pelo companheiro Rui Costa Pimenta e pelo PCO! Diante do bloqueio das contas e da invasão da PF ocorrida nesta semana, é hora de iniciar uma grande campanha de denuncia! Defender e apoiar Rui Costa Pimenta é defender a liberdade e a democracia no Brasil”, continua. Por fim, ela conclui: “é combater aqueles que procuram silenciar a verdade. Contribua em: [email protected] ou entre em contato.”
O posicionamento do Água Verde ocorre em meio a uma série de processos movidos contra dirigentes do PCO por causa de suas posições políticas. O próprio Rui declarou que o Partido enfrenta diversos procedimentos relacionados às suas campanhas, inclusive em decorrência da defesa da resistência palestina.
A reação de solidariedade rompe a tentativa de apresentar a operação policial como um assunto restrito ao PCO. O emprego da PF, de bloqueios financeiros e de outras medidas contra dirigentes de um partido político coloca em questão direitos democráticos que dizem respeito ao conjunto das organizações políticas e dos trabalhadores.
A campanha de solidariedade ganha ainda mais importância porque a ofensiva acontece no início do período eleitoral, quando Rui Costa Pimenta concorre à Presidência da República e o PCO apresenta candidaturas pelo País. A resposta à perseguição passa, portanto, pela ampliação da denúncia e pela mobilização contra a utilização do aparelho de Estado para intimidar o Partido.





